Entrevistas

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Crianças Índigo e Cristal, com Divaldo Franco.


Entrevista de Divaldo Pereira Franco ao Programa Televisivo O Espiritismo Responde, da União Regional Espírita – 7ª Região, Maringá, em 21.03.2007.

1 - Espiritismo - Um de seus mais recentes livros publicados tem por título “A Nova Geração: A visão Espírita sobre as crianças índigo e cristal”. Quem são as crianças índigo e cristal? 
Divaldo Desde os anos 70, aproximadamente, psicólogos, psicoterapeutas e pedagogos começaram a notar a presença de uma geração estranha, muito peculiar.
Tratava-se de crianças rebeldes, hiperativas que foram imediatamente catalogadas como crianças patologicamente necessitadas de apoio médico. Mais tarde, com as observações de outros psicólogos chegou-se à conclusão de que se trata de uma nova geração. Uma geração espiritual e especial, para este momento de grande transição de mundo de provas e de expiações que irá alcançar o nível de mundo de regeneração.
As crianças índigo são assim chamadas porque possuem uma aura na tonalidade azul, aquela tonalidade índigo dos blue jeans (Dra. Nancy Ann Tape).
O índigo é uma planta da Índia (indigofera tinctoria), da qual se extrai essa coloração que se aplicava em calças e hoje nas roupas em geral. Essas crianças índigo sempre apresentam um comportamento sui generis.
Desde cedo demonstram estar conscientes de que pertencem a uma geração especial. São crianças portadoras de alto nível de inteligência, e que, posteriormente, foram classificadas em quatro grupos: artistas, humanistas, conceituais e interdimensionais ou transdimensionais.
As crianças cristal são aquelas que apresentam uma aura alvinitente, razão pela qual passaram a ser denominadas dessa maneira.
A partir dos anos 80, ei-las reencarnando-se em massa, o que tem exigido uma necessária mudança de padrões metodológicos na pedagogia, uma nova psicoterapia a fim de serem atendidas, desde que serão as continuadoras do desenvolvimento intelecto-moral da Humanidade. 

2 - Espiritismo  – Essas crianças não poderiam ser confundidas com as portadoras de transtornos da personalidade, de comportamento, distúrbios da atenção? Como identificá-las com segurança? 
Divaldo - Essa é uma grande dificuldade que os psicólogos têm experimentado, porque normalmente existem as crianças que são portadoras de transtornos da personalidade (DDA) e aquelas que, além dos transtornos da aprendizagem, são também hiperativas (DTAH), mas os estudiosos classificaram em 10 itens as características de uma criança índigo, assim como de uma criança cristal.
A criança índigo tem absoluta consciência daquilo que está fazendo, é rebelde por temperamento, não fica em fila, não é capaz de permanecer sentada durante um determinado período, não teme ameaças...
Não é possível com essas crianças fazermos certos tipos de chantagem. É necessário dialogar, falar com naturalidade, conviver e amá-las.
Para tanto, os especialistas elegem como métodos educacionais algumas das propostas da doutora Maria Montessori, que criou, em Roma, no ano de 1907, a sua célebre Casa dei Bambini, assim como as notáveis contribuições pedagógicas do Dr. Rudolf Steiner. Steiner é o criador da antroposofia. Ele apresentou, em Stuttgart, na Alemanha, os seus métodos pedagógicos, a partir de 1919, que foram chamados Waldorf.
A partir daquela época, os métodos Waldorf começaram a ser aplicados em diversos países. Em que consistem? Amor à criança. A criança não é um adulto em miniatura. É um ser que está sendo formado, que merece o nosso melhor carinho. A criança não é objeto de exibição, e deve ser tratada como criança. Sem pieguismo, mas também sem exigências acima do seu nível intelectual.
Então, essas crianças esperam encontrar uma visão diferenciada, porque, ao serem matriculadas em escolas convencionais, tornam-se quase insuportáveis. São tidas como DDA ou DTAH. São as crianças com déficit de atenção e hiperativas. Nesse caso, os médicos vêm recomendando, principalmente nos Estados Unidos e na Europa, a Ritalina, uma droga profundamente perturbadora. É chamada a droga da obediência.
A criança fica acessível, sim, mas ela perde a espontaneidade. O seu cérebro carregado da substância química, quando essa criança atinge a adolescência, certamente irá ter necessidade de outro tipo de droga, derrapando na drogadição.
Daí é necessário muito cuidado.
Os pais, em casa (como normalmente os pais quase nunca estão em casa e suas crianças são cuidadas por pessoas remuneradas que lhes dão informações, nem sempre corretas) deverão observar a conduta dos filhos, evitar punições quando errem, ao mesmo tempo colocando limites. Qualquer tipo de agressividade torna-as rebeldes, o que pode levar algumas a se tornar criminosos seriais. Os estudos generalizados demonstram que algumas delas têm pendores artísticos especiais, enquanto outras são portadoras de grandes sentimentos humanistas, outras mais são emocionais e outras ainda são portadoras de natureza transcendental.
Aquelas transcendentais, provavelmente serão os grandes e nobres governantes da Humanidade no futuro.
As artísticas vêm trazer uma visão diferenciada a respeito do Mundo, da arte, da beleza. Qualquer tipo de punição provoca-lhes ressentimento, amargura que podem levar à violência, à perversidade. 

3 - Espiritismo  – Você se referiu às características mentais, emocionais dessas crianças. Elas têm alguma característica física própria? Você tem informação se o DNA delas é diferente? 
Divaldo - Ainda não se tem, que eu saiba, uma especificação sobre ela, no que diz respeito ao DNA, mas acredita-se que, através de gerações sucessivas, haverá uma mudança profunda nos genes, a fim de poderem ampliar o neocórtex, oferecendo-lhe mais amplas e mais complexas faculdades. Tratando-se de Espíritos de uma outra dimensão, é como se ficassem enjauladas na nossa aparelhagem cerebral, não encontrando correspondentes próprios para expressar-se. Através das gerações sucessivas, o perispírito irá modelar-lhes o cérebro, tornando-o ainda mais privilegiado.

Como o nosso cérebro de hoje é um edifício de três andares, desde a parte réptil, à mamífera e ao neocórtex que é a área superior, as emoções dessas crianças irão criar uma parte mais nobre, acredito, para propiciar-lhes a capacidade de comunicar-se psiquicamente, vivenciando a intuição.
Características físicas existem, sim, algumas. Os estudiosos especializados na área, dizem que as crianças cristal têm os olhos maiores, possuem a capacidade para observar o mundo com profundidade, dirigindo-se às pessoas com certa altivez e até com certo atrevimento...
Têm dificuldade em falar com rapidez, demorando-se para consegui-lo a partir dos 3 ou dos 4 anos. Entendemos a ocorrência, considerando-se que, vindo de uma dimensão em que a verbalização é diferente, primeiro têm que ouvir muito para criar o vocabulário e poderem comunicar-se conosco. Então, são essas observações iniciais que estão sendo debatidas pelos pedagogos. 

4 - Espiritismo  – Com que objetivo estão reencarnando na Terra? 
DivaldoAllan Kardec, com a sabedoria que lhe era peculiar, no último capítulo do livro A Gênese, refere-se à nova geração que viria de uma outra dimensão. Da mesma forma que no tempo do Pithecanthropus erectus vieram os denominados Exilados de Capela ou de onde quer que seja, porque há muita resistência de alguns estudiosos a respeito dessa tese, a verdade é que vieram muitos Espíritos de uma outra dimensão. Foram eles que produziram a grande transição, denominada por Darwin como o Elo Perdido, porque aqueles Espíritos que vieram de uma dimensão superior traziam o perispírito já formado e plasmaram, nas gerações imediatas, o nosso biótipo, o corpo, conforme o conhecemos.
Logo depois, cumprida a tarefa na Terra, retornaram aos seus lares, como diz a Bíblia, ao referir-se ao anjo que se rebelara contra Deus – Lúcifer.
Na atualidade, esses lucíferes voltaram. Somente que, neste outro grande momento, estão vindo de Alcione, uma estrela de 3ª. grandeza do grupo das plêiades, constituídas por sete estrelas, conhecidas pelos gregos, pelos chineses antigos e que fazem parte da Constelação de Touro.
Esses Espíritos vêm agora em uma missão muito diferente dos capelinos.
É claro que nem todos serão bons. Todos os índigos apresentarão altos níveis intelectuais, mas os cristais serão, ao mesmo tempo, intelectualizados e moralmente elevados. 

5 - Espiritismo Já que eles estão chegando há cerca de 20, 30 anos, nós temos aí uma juventude que já está fazendo diferença no Mundo? 
Divaldo – Acredito que sim. Podemos observar, por exemplo, e a imprensa está mostrando, nesse momento, gênios precoces, como o jovem americano Jay Greenberg considerado como o novo Mozart. Ele começou a compor aos quatro anos de idade. Aos seis anos, compôs a sua sinfonia. Já compôs cinco. Recentemente, foi acompanhar a gravação de uma das suas sinfonias pela Orquestra Sinfônica de Londres para observar se não adulteravam qualquer coisa.
O que é fascinante neste jovem, é que ele não compõe apenas a partitura central, mas todos os instrumentos, e quando lhe perguntam como é possível, ele responde: “Eu não faço nenhum esforço, está tudo na minha mente”.
Durante as aulas de matemática, ele compõe música. A matemática não lhe interessa e nem uma outra doutrina qualquer. É mais curioso ainda, quando afirma que o seu cérebro possui três canais de músicas diferentes. Ele ouve simultaneamente todas, sem nenhuma perturbação. Concluo que não é da nossa geração, mas que veio de outra dimensão.
Não somente ele, mas muitos outros, que têm chamado a atenção dos estudiosos. No México, um menino de seis anos dá aulas a professores de Medicina e assim por diante... Fora aqueles que estão perdidos no anonimato. 
6 - Espiritismo  – O que você diria aos pais que se encontram diante de filhos que apresentam essas características? 
Divaldo - Os técnicos dizem que é uma grande honra tê-los e um grande desafio, porque são crianças difíceis no tratamento diário. São afetuosas, mas tecnicamente rebeldes. Serão conquistadas pela ternura. São crianças um pouco destrutivas, mas não por perversidade, e sim por curiosidade.
Como vêm de uma dimensão onde os objetos não são familiares, quando veem alguma coisa diferente, algum objeto, arrebentam-no para poder olhar-lhes a estrutura.
São crianças que devemos educar apelando para a lógica, o bom tom. A criança deve ser orientada, esclarecida, repetidas vezes.
Voltarmos aos dias da educação doméstica, quando nossas mães nos colocavam no colo, falavam conosco, ensinavam-nos a orar, orientavam-nos nas boas maneiras, nas técnicas de uma vida saudável, nos falavam de ternura e nos tornavam o coração muito doce, são os métodos para tratar as modernas crianças, todas elas, índigo, cristal ou não. 



Entrevista de Jorge Hessen:

1 - O Codificador do Paráclito: Por que se tornou Espírita?
Jorge Hessen: Entrei no orbe espírita estimulado por incontida investigação da Verdade cristã. Como não encontrava respostas noutras doutrinas cristãs busquei o Espiritismo e ele a tudo me respondeu.
2 - O Codificador do ParáclitoO que lhe mais lhe impressionou na Doutrina Espírita?
Jorge Hessen: Desde a primeira hora, fiquei maravilhado com a cautela, o bom senso, a habilidade de síntese e o acervo cultural de Allan Kardec. Procurei conhecer a biografia do professor Rivail. Percebi que estava diante de um gênio. Seu labor se consubstanciou na Terceira Revelação e obviamente isso foi fundamental para inspirar a minha paixão pelo Espiritismo.
3 - O Codificador do Paráclito:  O que sobressai na mensagem espírita?
Jorge Hessen: O Espiritismo é o Consolador Prometido que desvenda conceitos surpreendentes sobre Deus, o Universo, os homens, a natureza e comunicação dos “mortos” com os “vivos”, a pluralidade dos mundos habitados, a reencarnação e as leis naturais que regem a vida. A Terceira Revelação acena-nos ainda com o soberano apelo para compreendermos e refletir sobre o que somos, de onde viemos, para onde vamos, qual o objetivo da nossa existência e qual a razão da dor e do sofrimento.
4 - O Codificador do Paráclito:  Quais foram os momentos que marcaram sua experiência doutrinária?
Jorge Hessen:  Nesse absorvente rumo muitas vezes esbarro com as lágrimas, reflexas e resultantes da ignorância e truculência do homem hodierno; doutros momentos deparo em mim mesmo o ânimo do regozijo em razão dos grandes exemplos de amor, humildade e abnegação que identificamos  aqui e além no coração do próximo.
5 - O Codificador do Paráclito:    O que é a Terceira Revelação para você?
Jorge Hessen:  É Ciência porque se consubstancia num conjunto reunido de informações concernentes a certas classes de eventos ou fenômenos transcendes avaliados experimentalmente, relacionados e descritos por Kardec e outros pesquisadores de renome, representado principalmente pelas obras básicas. É Filosofia sem tanger necessariamente o contexto filosófico tradicional (materialista), embora de cunho evolucionista e metafísico, pontua a necessidade de o homem ir em busca de seu auto burilamento, estimulando-o à averiguação de respostas às questões magnas da Humanidade: sua natureza, sua origem e destinação, seu papel perante a Vida e o Universo tendo como bandeira o axioma: “nascer, viver, morrer e renascer de novo, progredindo sempre, tal é a lei. ”É, por fim e sobretudo  Religião, porque propõe unir os povos em um ideal de fraternidade, preconizado pelo Evangelho de Jesus, permitido, dessa forma, que o homem se encontre com o próprio Criador, tendo como bandeira o lema:  “fora da caridade não há salvação.”
6 - O Codificador do Paráclito:  O Espiritismo precisa ser atualizado sob o ponto de vista científico?
Jorge Hessen: Fundamentalmente é importante ressaltarmos que o Espiritismo não tem incondicional necessidade da ciência terrena, pois como nos adverte Emmanuel na primeira questão da obra O Consolador: “Essa necessidade de modo algum pode ser absoluta. O concurso científico é sempre útil, quando oriundo da consciência esclarecida e da sinceridade do coração. Importa considerar, todavia, que a ciência do mundo se não deseja continuar no papel de comparsa da tirania e da destruição, tem absoluta necessidade do Espiritismo, cuja finalidade divina é a iluminação dos sentimentos, na sagrada melhoria das características morais do homem.”  Eis aí o meu pensamento.
7 - O Codificador do Paráclito:  Qual é a sua mensagem àqueles que incorrem ao fanatismo religioso espírita?
Jorge Hessen: O espírita sincero precisa compenetrar-se da oportunidade, no tempo e no ambiente, com relação aos assuntos doutrinários no seu tríplice aspecto, porquanto, qualquer inconsideração nesse particular, pode conduzir a fanatismo abominável, sem nenhum caráter construtivo.
Herculano Pires já advertia sobre o igrejismo que assolava as hostes espíritas. Entendo que a FEB é roustanguista , por impor nos seus Estatutos o Parágrafo único , item III , Art. 1º  que “além das obras básicas a que se refere o inciso I, o estudo e a difusão compreenderão, também, a obra de J.-B. Roustaing e outras subsidiárias e complementares da Doutrina Espírita.” Desta forma,  o louvor das obras de Roustaing na FEB tem pervertido a racionalidade espírita no Brasil. Desconheço espíritas  mais maníacos do que os roustanguistas.
Pelo exposto, entendo que no Brasil seja imprescindível a criação URGENTE de uma Confederação Espírita (longe de Roustaing), a fim de unir concreta e racionalmente os corações dos espíritas em torno do eminente Kardec, considerando sempre o Espiritismo em seu tríplice aspecto. Para esse desígnio compete aos atuais jovens espíritas e as lideranças contemporâneas se movimentarem a fim de concretizarem tal projeto.
8 - O Codificador do Paráclito Deveria ser acelerada a propagação do Espiritismo pelo mundo?
Jorge Hessen: Não deve ser apressada a expansão e a propaganda espírita. Não há necessidade imediata. A organização do Espiritismo está nas mãos de Jesus, antes de qualquer esforço incerto e volúvel de nossa parte. É imprescindível estudarmos e aplicarmos os ensinamentos do Mestre à luz do Espiritismo, pois nossa tarefa maior deve ser da própria iluminação através de uma fé racional, inabalável e serena. Ademais, devemos oferecer aos serviços da propaganda doutrinária a cota de tempo de que possamos dispor, entre os trabalhos diário do ganha pão e o cumprimento dos deveres familiares. Para Emmanuel,  a execução dessas obrigações é sagrada e urge não cair no declive das situações parasitárias, ou do fanatismo religioso.
No trabalho da propaganda da verdade, Jesus caminha antes de qualquer esforço humano e ninguém deve guardar a pretensão de converter alguém, quando nas tarefas do mundo há sempre oportunidade para o preciso conhecimento de si mesmo.
9 - O Codificador do Paráclito: Suas considerações finais?
Jorge Hessen: Espíritas!  Em favor da unidade entre nós,  repudiemos os conceitos equivocados que nos dividem, a exemplo do misticismo roustanguista febiano, por exemplo,  e esquadrinhando em Allan Kardec a segura orientação doutrinária para melhor compreendermos Jesus.
 

O MUNDO DE REGENERAÇÃO QUE VIRÁ (Richard Simonetti)


PerguntaEstamos vivendo a transição do mundo atual (prova e expiações) para o mundo de regeneração. O que é este mundo de regeneração? Como poderíamos definir a diferença entre Mundo de Provas e Expiações, estágio atual da Terra, e Mundo de Regeneração, o próximo estágio?
Resposta - Mal comparando, diríamos que nos Mundos de Provas e Expiações o egoísmo predominante, resquício da animalidade primitiva, é o elemento gerador de todos os males. No Mundo de Regeneração, consciências despertas para esse problema estarão empenhadas em superá-lo.

Pergunta – Então no Mundo de Regeneração ainda prevalece o mal?
Resposta - Prevalece a consciência de que é preciso vencê-lo com o empenho do Bem. Equivale a dizer que o mal nesses planetas não tem receptividade nos corações e tende a desaparecer.

Pergunta – Fala-se que a promoção de nosso planeta para Mundo de Regeneração ocorrerá neste milênio, provavelmente nos próximos séculos. Não estamos diante de um otimismo ingênuo, considerando os graves problemas humanos, envolvendo crimes, guerras, vícios, violência urbana, terrorismo, a evidenciar que a maldade ainda impera?
Resposta - Há muita gente envolvida com o mal, por ignorância. Estes serão renovados no desdobramento de suas experiências, particularmente com a mestra dor, em reencarnações regeneradoras. O problema está naqueles que constituem uma minoria barulhenta, com o mal entranhado em seus corações. Esses serão expurgados, quando chegar a hora.

Pergunta – Tipo Bin Laden?
Resposta - Sim, todos aqueles que se comprazem com a violência, o vício, o crime, sem a mínima sensibilidade em relação aos males que causam, aos sofrimentos que impõem aos seus irmãos.

Pergunta – Para onde irão os Espíritos degredados?
Resposta - Provavelmente para Mundos Primitivos, em posição inferior à Terra, conforme a escala apresentada por Kardec, em O Evangelho segundo o Espiritismo.

Pergunta – Isso não contraria o princípio doutrinário de que o Espírito pode estacionar, mas jamais retrograda?
Resposta - Um homem civilizado condenado a viver entre aborígines não sofre nenhuma perda em relação à sua inteligência, cultura e conhecimentos, que, inclusive lhe serão úteis na nova situação, embora as limitações a que estará sujeito. O mesmo acontece com o Espírito degredado em planeta inferior.

Pergunta – Não irá um Espírito intelectualmente evoluído, mas moralmente atrasado, causar embaraços aos habitantes desse mundo?
Resposta - Não tanto quanto os benefícios que essa convivência ensejará. Os degredados estarão mais ou menos no mesmo estágio moral, mas superiores no estágio intelectual, favorecendo o progresso de seus hospedeiros, em cujo seio reencarnarão.

Pergunta – E ficarão para sempre por lá?
Resposta - Segundo Emmanuel, somos todos tutelados do Cristo, o governador espiritual de nosso planeta, compondo uma imensa família, de perto de vinte e cinco bilhões de Espíritos. Natural, portanto, que após superarem sua rebeldia e resgatarem seus débitos, ajustando-se às leis divinas, retornem os degredados ao convívio humano, o que poderá demandar milênios, mas forçosamente acontecerá. Como ensina Jesus, das ovelhas confiadas por Deus aos seus cuidados, nenhuma se perderá.


Questões Gerais sobre Espiritismo -  3ª Parte - Fonte: Grupo de Estudos Avançados Espíritas – GEAE
PERGUNTA - O problema da regressão e progressão de memória é brilhantemente estudado por Hermínio C. Miranda em seus livros. Como você explica os estudos de progressão feitos recentemente por cientistas americanos e suas conclusões estranhas?

RESPOSTA - Não estou suficientemente informado sobre o assunto. Sei apenas que o fenômeno é escorregadio e merece reservas, porquanto pode ocorrer que o paciente fantasie inconscientemente situações envolvendo o passado e, particularmente, o futuro.

PERGUNTA - O que garante que o Movimento Espírita não vai cometer o mesmo erro das outras religiões? Por exemplo, infelizmente muitos confrades espíritas não são capazes de defender suas convicções em relação à Doutrina sem cair no "duelo" de palavras, na deselegância e na falta de tolerância com as ideias de outras pessoas. Notar que Jesus nos pediu que amássemos os nossos inimigos e não estamos sabendo nem mesmo amar os amigos!

RESPOSTA Espero que nossos temores a esse respeito não se confirmem. Seria lamentável ver o movimento espírita dividido pela beligerância de alguns companheiros menos felizes em suas imponderadas considerações.

PERGUNTA - Sou portador de distúrbios psíquicos e nervosos de fundo mediúnico. Na Revista Espírita Allan Kardec número 11, página 32, no artigo "Formação do Expositor", diz que reencarnei com a missão de ser orador e expositor. Como fazer para cumprir essa missão? Como proceder?

RESPOSTA Desconheço o artigo em referência. Não obstante, a existência de distúrbios psíquicos e nervosos não significa o desabrochar de uma mediunidade ou a notícia de uma missão a ser cumprida no campo da oratória. Seria oportuno um longo tratamento espiritual no Centro Espírita, com o empenho de estudo da Doutrina e a participação nas suas atividades, deixando para mais tarde, em melhores condições, a identificação de uma possível tarefa desse teor.

PERGUNTA - Considerando as perguntas 346 e 346-a, de O Livro dos Espíritos, um feto pode morrer por imperfeições da matéria. Deus deu inteligência ao homem que atualmente consegue perceber no início da gestação, problemas de má formação do feto (ex. irmãos siameses, deficientes de nascença), indicando nesses casos o aborto clínico. Seria lícito um aborto num caso desses? Ou será que a pergunta 346a, só se refere às mortes naturais, ou seja, se a natureza não eliminou o feto, então o corpo (perfeito ou não) é o que o Espírito precisa?

RESPOSTA A questão está respondida em sua derradeira conjectura. Por outro lado é importante considerar que, segundo as questões 358 e 359, só numa situação é admissível o aborto: quando o médico tem que decidir entre salvar a mãe ou o filho, numa emergência. Como diz o mentor, preferível é que se sacrifique o ser que ainda não existe a sacrificar-se o que já existe. O existir aqui significa ter nascido.

PERGUNTA - Que pensar, sob o ponto de vista espírita, do bebê de proveta, ou seja, a fecundação em laboratório?

RESPOSTA Não há o ponto de vista estritamente doutrinário, já que Kardec não tratou do assunto na codificação. Não obstante, como ponto de vista de espírita podemos dizer que se trata de uma alternativa aceitável para mães com dificuldade de engravidar.

PERGUNTA - Nos países onde não há Centros Espíritas como são atendidas as entidades desencarnadas sofredoras, bem como os casos de obsessões?

RESPOSTA Como está claro na monumental obra de André Luiz, a Espiritualidade tem amplos recursos para cuidar de Espíritos encarnados e desencarnados, em estado de desequilíbrio. A atuação do Centro Espírita nesse particular é apenas um recurso a mais, em benefício dos Espíritos que desencarnam sem nenhum preparo para a vida espiritual.

PERGUNTA - Considerando os livros publicados sobre temas de atualidade, a luz da Doutrina Espírita, de sua autoria, gostaria de saber se o senhor tem algum estudo sobre a visita de extraterrestres a Terra. Especificamente sobre o atual caso de Varginha MG, que está nos noticiários.

RESPOSTA Acredito que sejamos constantemente visitados por Espíritos desencarnados pertencentes a outros mundos e outros sistemas solares. Quanto à visita de extraterrestres encarnados, parece-me uma possibilidade extremamente remota. Há muita fantasia em torno do assunto, muitas especulações, sem nenhum contato documentado, sem nenhuma fotografia, nenhum vestígio, nada de palpável, de autêntico. Varginha é um exemplo.

PERGUNTA - Evoluímos assim do mineral para o vegetal, animal, hominal e deste para o angelical, certo? Passamos por todas as espécies de animais? Nesta etapa de evolução (animal), estamos já nos individualizando? Quando começamos a nos tornar Espíritos individualizados?

RESPOSTA Não há uma clara definição doutrinária a respeito do assunto. Aparentemente, o princípio espiritual (embrião do Espírito), individualiza-se no reino animal. Passa, então por experiências em variadas espécies (não me parece que necessariamente por todas elas, até por que ao longo dos milênios incontáveis espécies novas surgem, incontáveis se extinguem). Segundo Emmanuel, a conquista da consciência, transformando o princípio espiritual em Espírito, não ocorre na Terra, mas em outros planos do Infinito.

PERGUNTA - Qual a posição da Doutrina Espírita em relação ao sexo antes do casamento?

RESPOSTA - A liberalidade sexual da atualidade, transformada em libertinagem sexual, revive os impulsos poligâmicos da criatura humana. Um retrocesso transitório, decorrente do fato de que nem o homem nem a mulher estão preparados para a liberdade de que desfrutam. O ideal seria o sexo ser exercitado como a culminância de um relacionamento afetivo sustentado pelo amor, dispostos ambos a assumir as responsabilidades de uma existência em comum.

PERGUNTA - Como o espírita deve encarar o casamento religioso e civil?

RESPOSTA -  O casamento civil atende às leis humanas. É o testemunho de que o homem e a mulher estão dispostos a assumir os compromissos inerentes a uma vida em comum, uma demonstração recíproca de confiança na solidez da relação. Quanto ao casamento religioso onde se destaca a figura do oficiante, é uma cerimônia exterior incompatível com os princípios espíritas. Todo ato de adoração, em que evocamos as bênçãos divinas, deve ser um ato do coração, sem intermediários. Os próprios noivos devem fazê-lo, na intimidade do lar.

PERGUNTA - Uma pessoa que não se casa tem a liberdade de manter uma vida sexualmente ativa?

RESPOSTA -  O casamento não é condição para o exercício sexual. Considere-se, entretanto, que a promiscuidade sexual, sem compromisso e sem responsabilidade, é porta aberta para excessos e viciações, desajustes e enfermidades.

PERGUNTA - Como deve ser encarada a masturbação?

RESPOSTA -  Vai longe o tempo em que se proclamava que a masturbação conduzia à loucura e ao inferno. Normal no adolescente que está descobrindo a sexualidade, frequente nos corações solitários, o problema é que ela favorece a viciação, conturbando o psiquismo do indivíduo com sensualidade exacerbada. Por outro lado compromete a sublimação das energias sexuais quando as circunstâncias nos convocam à castidade, convidando-nos a canalizá-las para as realizações mais nobres.

PERGUNTA - No Plano Espiritual os Espíritos (atrasados, medianos e adiantados), praticam o sexo, levando em consideração as instruções de André Luiz, no livro Evolução em Dois Mundos, que nos diz existirem algumas diferenças entre o corpo espiritual e o corpo físico, principalmente na região sexual e de digestão?

RESPOSTA -  As poucas informações que nos chegam da espiritualidade a respeito do assunto nos permitem conceber que os Espíritos também experimentam o orgasmo, embora não saibamos exatamente como isso ocorre ou se envolve perispiritualmente sensações semelhantes aquelas que decorrem da comunhão carnal.

PERGUNTA - Há alguma interseção entre o Espiritismo e a política? A meu ver não há uma lei moral mais perfeita do que as máximas do Cristo, mas percebo que todas as sociedades afastam-se deliberadamente delas, não havendo uma interseção mais forte entre a política social e a religião. Com um mundo tão cheio de riquezas, em que o dinheiro parece manipular todo o seu funcionamento, os governantes esquecem-se de certas leis básicas que podem desencadear vários conflitos totalmente desnecessários. Poderia o Espiritismo, com sua filosofia, inspirar um modelo social e governamental mais justo e adequado? O quão distante estamos hoje desta edificante realidade?

RESPOSTA -  O grande problema das sociedades humanas é o egoísmo, a manifestar-se nos indivíduos e nas coletividades. Todas as religiões, particularmente o Cristianismo, explicam isso. A grande vantagem do Espiritismo é que ele nos demonstra de forma clara e objetiva as consequências do comportamento egoístico, convocando-nos à edificação de uma sociedade solidária como fundamental à nossa felicidade, onde conforme ensina Jesus, o maior será sempre aquele que se fizer sinceramente servo de todos.
PERGUNTA - Muitas pessoas que conheço e que desenvolvem alguma atividade num Centro espírita dizem que isto lhes toma todo o tempo. Muitos dizem que até a família reclama devido ao fato de que essas pessoas não se lembram mais dos parentes e que estão se dedicando apenas aos trabalhos da instituição. Na sua opinião até que ponto devemos nos envolver com tarefas numa casa espírita? Eu sei que é um trabalho gratificante, mas não é por causa disso que preciso abdicar de nossas outras atividades.

RESPOSTA - Todos temos compromissos relacionados com a família, a sociedade, a profissão, a religião. Se nos dedicamos ao cumprimento de parte deles, negligenciando os demais, incorremos no erro da omissão, pelo qual teremos fatalmente que responder. Considere-se, entretanto, que a família não raro costuma exagerar a atenção de que necessita, pretendendo anular a iniciativa de um de seus membros, que está tentando cumprir seus deveres religiosos, fundamentais ao nosso equilíbrio e à edificação de uma sociedade melhor. Geralmente os familiares que mais reclamam são aqueles que não participam nem se interessam em fazer algo que transcenda o imediatismo familiar.

Fonte: Grupo de Estudos Avançados Espíritas – GEAE



Questões Gerais sobre Espiritismo -  2ª Parte - Fonte: Grupo de Estudos Avançados Espíritas – GEAE



PERGUNTA - Antes de se tentar explicar o Espiritismo pela Ciência é necessário explicar a Ciência pelo Espiritismo?

RESPOSTA - A Ciência sempre encontrará um precioso apoio na Doutrina Espírita para uma visão objetiva do Universo e da Vida. No entanto, para que isso aconteça em plenitude é necessário que seja aceita pela comunidade científica, a partir do empenho em "explicar o Espiritismo pela Ciência".
PERGUNTA - Você não acha que a nossa Casa Mater, a FEB, está omissa na questão da divulgação em massa da nossa querida Doutrina? Nossos amigos evangélicos jamais deixariam passar em branco questões caluniosas a respeito deles. No entanto, temos que conviver quase que diariamente com telejornais, programas de entrevistas e outros, onde a Doutrina Espírita é tratada como se fosse Umbanda, Mediunismo, etc. O que você pensa a respeito?
RESPOSTA -  O Espiritismo cresceu tanto no campo dos serviços prestados à coletividade, que todas as críticas por profitentes de outras religiões, envolvendo os meios de comunicação, acabam por ter feito contrário, desgastando as crenças daqueles que as emitem. Não obstante, concordo que o movimento espírita está omisso em relação às possibilidades de divulgação pela mídia. Um programa de televisão espírita de alcance nacional, organizado pelas entidades federativas com a colaboração da família espírita, convocada a contribuir para isso, teria um alcance inestimável.
PERGUNTA - Algumas vezes, em meus pensamentos sobre a existência de tudo (Deus, mundo físico, mundo espiritual e suas inter-relações), fico muito confuso de como tudo se iniciou, se Deus é o nosso criador, quem é o criador de Deus? Se tentarmos descobrir uma resposta para esta questão ficamos loucos. O que você poderia falar sobre isto? Será que não estamos preparados para a compreensão desta questão? Como nós sabemos o mundo espiritual não nos permite conhecer tudo, porque ainda não estamos em condições de compreender.
RESPOSTA -  Não estamos impedidos de divagar a respeito desse assunto, mas será perda de tempo, algo como uma criança de três anos cogitar da física quântica. Quando detivermos maturidade intelectual e espiritual, nos planos mais altos, teremos acesso a essas informações.
PERGUNTA - Faço parte de um grupo espírita no Rio de Janeiro e tenho 21 anos. Neste grupo, participo de algumas reuniões, sendo uma delas uma reunião de treinamento mediúnico. Então, lá vai minha pergunta: como não possuo potencial mediúnico desenvolvido, tenho muitas dúvidas a respeito de minhas psicografias e psicofonias. Como devo enfrentar esse problema? Continuo esse trabalho sem ter certeza de que é um espírito realmente que se comunica por meu intermédio?
RESPOSTA -  Essa é a grande dúvida do médium iniciante, que tem dificuldade para distinguir o que é dele e o que é do comunicante. Kardec recomenda, em O Livro dos Médiuns, que a melhor maneira de resolvermos a questão é pelo treinamento, exatamente o que você está fazendo. Estude, ore e confie, deixando ao tempo a definição quanto às suas potencialidades. Considere a atividade inicial um mero treinamento para o exercício mediúnico futuro.
PERGUNTA - Em relação ao livre-arbítrio, importante e fundamental à evolução humana (visto que concebemos a encarnação como primeira prova que faremos de nossa liberdade de agir, pensar e falar), gostaria de compreender melhor sobre o certo e o errado. Claro que o certo é tudo o que gera o bem, partindo do bem maior que é Jesus. Mas como medir o bem? Como trilhar o melhor caminho, se existem tantas estradas, só existe uma correta? Quando nos decidimos por um lado, sempre deixamos de vivenciar algo para viver outras situações. Como saber qual é a melhor decisão?
RESPOSTA - Em O Evangelho Segundo o Espiritismo o Espírito Verdade recomenda que nos amemos e nos instruamos. Esse é o caminho fundamental de nossa realização como filhos de Deus. Na medida em que cultivarmos os valores do conhecimento, buscando entender a vida e seus objetivos, e procurando fazer ao semelhante o bem que desejaríamos nos fosse feito, que é o amor em ação, não vacilaremos quanto ao que nos compete em qualquer setor de atividade humana.
PERGUNTA - O que poderemos fazer trabalhando na área de informática mais especificamente Internet e Telecomunicações, para desenvolvermos um trabalho assistencial, já que estamos muito isolados do humanitário?
RESPOSTA -  A divulgação das ideias espíritas constitui um precioso investimento no atendimento de uma das necessidades básicas do ser humano - o esclarecimento espiritual. Acredito que poderemos também incrementar serviços de apoio específico a pessoas necessitadas, como providenciar internação para doentes, conseguir remédio raros, reunir recursos para socorrer uma família? Lembro-me de um notável filme francês que descreve a mobilização de radioamadores em inúmeros países para conseguir um remédio para a tripulação de um barco pesqueiro que fora envenenada por comida deteriorada. Via Internet há um imenso campo a ser desenvolvido pela família espírita.
PERGUNTA - Como você vê a agressividade de muitos espíritas aos irmãos e crença que lêem livros de Roustaing, por exemplo? Não sou roustainguista. Aliás nem gosto dessa palavra, mas respeito a liberdade de cada um ler o que prefere.
RESPOSTA -  Como diz o velho ditado, "cada um dá o que tem". Há companheiros que julgam dar força aos seus argumentos usando a clava. Também não sou roustainguista e preferiria que não falassem tanto dele, como o fazem aqueles que a pretexto de esclarecer a comunidade espírita sobre uma "ameaça" que não significa nada para 99,99% dos espíritas, são seus grandes divulgadores.
PERGUNTA - Considerando as dificuldades econômico financeiras, o desemprego, que a classe média vem enfrentando, como orientar o jovem espírita para a vida (lazer, sexo, família), sem o risco da desesperança que parece contagiar a juventude? (inclusive com incidência de suicídio entre os jovens)
RESPOSTA -  O jovem espírita que comete suicídio revela total ignorância dos princípios codificados por Kardec. Um mínimo de esclarecimento a respeito das conseqüuências funestas do auto aniquilamente funciona como infalível vacina contra o suicídio. O conhecimento da Doutrina nos permite enfrentar com segurança os desafios da vida, demonstrando, sobretudo, que nossa felicidade não está subordinada à satisfação de nossos desejos. É preciso, se queremos ser felizes, que entendamos o que a vida espera de nós. Nesse particular o Espiritismo é imbatível.
PERGUNTA - Como orientar o jovem espírita que gosta e se sente bem em bares, boates, etc.?
RESPOSTA - O Espiritismo é a Doutrina da consciência livre. Não estamos impedidos de entrar em nenhum lugar. Importante saber como vamos sair. E deve o jovem espírita ter consciência de que nesses ambientes há uma pressão muito grande da espiritualidade inferior, estimulando os impulsos do sexo promíscuo, do vício e da licenciosidade. Não é fácil conservar ali a integridade espiritual. O apóstolo Paulo dizia: Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas me convém. Seria interessante pensar nisso.
PERGUNTA - Como orientar o adolescente espírita com relação ao sexo durante o namoro?
RESPOSTA -  O problema na atualidade, quanto ao namoro, é que as pessoas tendem a confundir amor com sexo. Quando se fala em amar, pensa-se em "transar". Invertem-se as posições. O grande desafio em se tratando do jovem espírita, é passar-lhe a convicção de o sexo deve ser a culminância de uma ligação afetiva, consolidada por longa convivência, jamais o seu início.
PERGUNTA - As rifas para conseguir fundos para obras de caridade são válidas ou não?
RESPOSTA -  Há um projeto de lei que visa legalizar os cassinos. Num programa de televisão, um dos debatedores dizia-se contrário aos cassinos mas favorável aos sorteios como a loteria. Explicava que os cassinos estão associados ao vício do jogo, levando muita gente a dilapidar fortunas, um verdadeiro azar na vida da pessoa, enquanto que os sorteios, como da loteria jamais fazem viciados a gastar compulsivamente seus recursos, situando-os como inocente tentativa de experimentar a sorte. Penso da mesma forma e acho um absurdo colocar uma rifa beneficente no patamar de uma indução ao vício do jogo.
PERGUNTA - O corpo de Jesus fora fluídico ou não?
RESPOSTA - No capítulo XV, de A Gênese, Allan Kardec deixa bem claro que Jesus foi um Espírito encarnado, como todos nós que mourejamos na Terra.
PERGUNTA - No livro A Gênese, uma comunicação de Galileu (segundo o médium), diz que Marte não tinha satélites. Sabemos há muito tempo que Marte tem 2 satélites (aliás isso foi descoberto poucos anos depois dessa comunicação). O médium era astrônomo e responsável pelo observatório real da França (infelizmente esqueci o nome dele). É possível que essa comunicação tenha sido um fenômeno anímico e não uma comunicação real? Se foi então ela conseguiu passar pelos cuidados de Kardec?
RESPOSTA -  O médium foi Camilo Flammarion, célebre astrônomo francês e é notável lembrar que ele tinha apenas 20 anos quando psicografou as mensagens que deram origem ao capítulo VI, de A Gênese, um dos mais importantes, denominado por Kardec "Uranografia Geral". Quanto ao equívoco sobre os satélites de Marte podemos atribuí-los à um problema de filtragem mediúnica, não detectado por Kardec, mesmo porque nada se sabia a respeito do assunto.
PERGUNTA - O uso da palavra magnetismo ainda no meio atual do movimento espírita não induz ao pseudo-cientificismo? É compreensível na época de Kardec o seu uso e o uso da ideia de eletricidade para explicar os fenômenos espíritas, inclusive porque o elétron só foi descoberto no final do século passado. Mas hoje em dia, eletricidade e magnetismo são dois conceitos bem definidos em Física. Toda vez que vejo esses termos sendo usados sem os devidos cuidados sinto que em vez de ajudar a doutrina isso pode atrapalhá-la. Por que não mudar a expressão campo magnético por campo atracional ou outra palavra qualquer?
RESPOSTA -  Confrades ligados às áreas da física, quando abordam o assunto junto aos seus pares, devem explicar essas expressões, reportando-se ao fato de que representavam um grande avanço na época em que foram utilizadas. Não podemos, entretanto, modificar os textos da codificação sob pena de cometermos adulteração. E para uso popular parece-me que a expressão magnetismo é bastante abrangente e está consagrada pelo uso.
PERGUNTA - Como explicar a comunicação da mãe do Chico sobre o planeta Marte? Ela viu o mundo espiritual daquele planeta e não o mundo dos encarnados? Então por que ela não deixou isso explícito no texto? Por que existe uma comunidade espiritual tão operante lá se não existe comunidade encarnada, ou como se explica as fotos da sonda espacial que esteve lá?
RESPOSTA -  Maria João de Deus foi uma mulher humilde, sem nenhuma cultura, que escreveu cartas a Chico reportando-se a Marte segundo sua própria ótica, sem perceber que passava a ideia de que a população de Marte fosse constituída de seres biológicos. Quando à existência de uma comunidade desencarnada em Marte, sem a correspondente encarnada, não é exceção, mas regra no Universo. A Terra é uma das exceções. A questão número 55 de O Livro dos Espíritos explica que todos os mundos são habitados. Raros tem vida biológica como nosso planeta.
nçados Espíritas – GEAE

Pergunta - A divulgação do Espiritismo, bem como de outras religiões, poderá sofrer impactos nunca vistos, com a possibilidade de uso intensivo da rede Internet em todo o mundo. Como você sugere que deveria ser a presença de nossa Doutrina na rede, se de uma maneira não articulada ou coordenada, a cargo de pessoas espíritas, engajadas no Movimento Espírita e com grande entusiasmo, porém, sem terem toda a experiência e conhecimento necessários, ou via a utilização de recursos que eventualmente pudessem ser disponibilizados pelo Movimento Espírita, através da FEB e/ou órgãos federativos, como a USERJ e USE, devidamente coordenados?
Resposta - Não podemos perder o bonde da História. Mais do que nunca o Mundo precisa do conhecimento espírita. Embora sejam respeitáveis todos os esforços isolados, é indispensável e inadiável que nossos órgãos de unificação despertem para as potencialidades das estradas de comunicação como a Internet. Tenho conversado com muita gente a respeito. A família espírita está disposta a colaborar pecuniariamente. Falta a iniciativa de nossos dirigentes, organizando-se nesse sentido.

Pergunta - Frequentemente, observamos na grande imprensa uma grande confusão de conceitos, especialmente no que tange à menção de assuntos de umbanda e/ou candomblé, como se fossem de Espiritismo. O que você sugeriria no sentido de melhor esclarecer e difundir junto à opinião pública o que é verdadeiramente o Espiritismo?

Resposta Esse trabalho de esclarecimento, feito precariamente na mídia, por companheiros eventualmente convidados, somente alcançará um patamar razoável quando criarmos nossos próprios programas de divulgação, envolvendo particularmente a televisão, o que também depende da iniciativa de nossos órgãos de unificação.

Pergunta - Sistematicamente, creio que há vários anos, o bispo católico da diocese de Novo Hamburgo, RS, D. Boaventura Kloppenburg, vem criticando os espíritas e a Doutrina Espírita, em órgãos da imprensa, tal como o Jornal do Brasil. Tenho visto, eventualmente, algumas réplicas por parte do presidente da USEERJ, Gerson Simões Monteiro, procurando esclarecer de forma precisa, em conformidade com o Espiritismo, sempre com o cuidado de não ser deselegante. Pergunto a sua opinião, se cabe, também, às pessoas espíritas redigirem cartas, contestando alguma coisa divulgada de maneira errônea na mídia, porém com o risco de que a contestação não seja formulada precisamente, dando ensejo a novas críticas de adversários do Espiritismo e aí, talvez, fundamentadas?

Resposta O citado sacerdote é um divulgador incansável da Doutrina Espírita. Desperta interesse de muita gente com suas críticas. Não há por que temer a iniciativa de confrades que manifestam sua indignação, ainda que o façam sem muita competência, ensejando tréplicas fundamentadas. É mais propaganda. A Doutrina deverá se impor, como o vem fazendo, pela sua obra social, a demonstrar a excelência de seus princípios que nos fazem mais conscientes e mais participativos na vida social.

Pergunta - O Centro Espírita é o elemento chave para o Espiritismo, onde o homem irá encontrar o amparo, o conhecimento e o trabalho, necessários ao seu aperfeiçoamento moral. No sentido de melhorar continuamente o funcionamento do Centro, verifica-se, algumas vezes, a necessidade de se ampliar o mesmo a fim de dar melhor funcionalidade às suas atividades. Esse é o caso do Centro que freqüento, onde obras estão sendo realizadas para aumentar o número de salas e melhorar os trabalhos de Evangelização Infantil, Mocidade e Atendimento Fraterno. O que sugere, sempre a luz da Doutrina Espírita, como possíveis atividades válidas para obtenção de recursos financeiros para realização desse tipo de obra? Em tempo, destaco que rifas, bingos e assemelhados não de forma alguma utilizados em nossa Casa. Para obtenção dos recursos financeiros estamos realizando eventos do tipo almoço fraterno e atividades como venda de brindes, de camisetas com motivos espíritas, e de livros espíritas, em conjunto com as doações recebidas dos sócios e frequentadores da Casa.

Resposta É preciso mobilizar recursos para fazer face aos serviços prestados pela casa espírita, particularmente assistenciais, que envolvem expressivas despesas. Não devemos solicitar donativos em nossas reuniões doutrinárias o que sugeriria cobrança por benefícios espirituais, mas mister se faz conscientizar as pessoas de que Espiritismo é trabalho, criando uma mentalidade participativa e solidária. Almoços beneficentes, tardes da Pizza, bazares, artesanato, dentre outras atividades, são excelentes iniciativas para promover a integração e confraternização dos frequentadores da Casa Espírita, além de atender às suas necessidades financeiras. Em Bauru, sob o patrocínio da USE-Bauru, há uma feira anual que reúne dezenas de entidades espíritas. Durante dois dias há venda de artesanato, lanches, salgados, livros, conservas, congelados, roupas, etc., com excelentes resultados. Também em Bauru temos uma rifa beneficente, realizada anualmente com autorização da Receita Federal, da qual participam centenas de entidades de todo o Estado de São Paulo. Não entendo a rifa como atividade perniciosa, capaz de estimular o vício do jogo, assim como não entendo os quitutes de uma promoção beneficente como algo capaz de estimular a gula, ou os bazares como estímulos ao consumismo.

Pergunta - Como você vê a questão da Transcomunicação Instrumental (TCI) no Brasil? As pesquisas são sérias, profundas e à luz da Doutrina Espírita? E no exterior?

Resposta Na questão 934, de O Livro dos Espíritos, o mentor espiritual que responde a Kardec informa que no futuro haveria meios mais diretos e mais acessíveis para a comunicação com o Espíritos. Parece-nos que esse futuro chegou, com a TCI. No Brasil conheço grupos espíritas que desenvolvem com seriedade esse trabalho. Há notícias de que o mesmo ocorre no exterior, particularmente na Europa, com um detalhe: as experiências por lá são realizadas sem vinculação com a Doutrina Espírita. Os europeus estão redescobrindo o intercâmbio com o Além graças à TCI.

Pergunta - Temos em algumas publicações espíritas, tais como Reformador e Correio Fraterno do ABC, uma certa intolerância mútua, digamos assim, quer por questões doutrinárias (Roustaing), quer por questões de forma de ação (CEPA), quer por questões de fundo econômico (edição de livros espíritas). Este tipo de conduta, com certeza, não traz benefícios ao Movimento espírita, causando uma certa confusão e perplexidade entre os espíritas. Como você vê esse tipo de comportamento, e que sugestões teria a dar para que as eventuais arestas, ora existentes, possam ser corrigidas?

Resposta Considerando que nosso mundo é a morada da opinião, é normal que tenhamos divergências, até sobre questões doutrinárias. Inaceitável, porém, tendo em vista a própria orientação da Doutrina Espírita, o clima de beligerância que se estabelece, não raro, envolvendo companheiros que confundem veemência com agressividade, ou defesa da verdade com hostilidade. A solução está em nos colocarmos sempre no lugar daqueles que criticamos, perguntando-nos como nos sentiríamos se fizessem o mesmo conosco.

Pergunta - Há pouco mais de um mês meu querido avô desencarnou e senti a necessidade de amparo espiritual naqueles momentos difíceis. Graças a Deus já havia lido o seu livro Quem Tem Medo da Morte? Na época tal publicação foi de relevada importância como guia e alívio espiritual. Gostaria de saber como posso obter informações confiáveis sobre o estado de meu avô no plano espiritual.

Resposta Chico Xavier diz que o telefone toca de lá para cá, reportando-se ao fato de que as notícias do além devem ser da iniciativa dos Espíritos. E para tanto não há a necessidade de médiuns. Frequentemente, quando é possível, entramos em contato com nossos entes queridos durante as horas de sono, guardando nítidas lembranças, na forma de sonhos.

Pergunta - Como convencer uma pessoa amiga com respeito à Doutrina Espírita?

Resposta O melhor caminho para uma iniciação é o livro espírita. Se a pessoa gosta de ler ofereça-lhe livros compatíveis com suas preferências e cultura. A literatura espírita é vastíssima e atende a todos os gostos.

Pergunta - Gostaria de obter maiores informações a respeito de como se processa o efeito das pílulas anticoncepcionais no corpo espiritual. Se verdadeira a afirmação de que estas podem vir a lesá-lo.

Resposta As consequências estão relacionadas com as motivações do usuário. Se a mulher usa pílulas porque não deve engravidar, atendendo a recomendação médica ou a ponderado planejamento familiar, não há por que preocupar-se. Se o faz porque é adepta do sexo promíscuo, costuma trair o marido e não quer complicações, certamente enfrentará problemas.

Pergunta - De que forma a vasectomia poderia afetar o perispírito quando esta for praticada somente por interesse de satisfação sexual e fuga da responsabilidade familiar?

Resposta O perispírito será afetado por desajustes nos centros genésicos, dando origem, na presente existência ou em futura, a problemas como infecções renitentes, esterilidade, impotência, câncer, prostatite?

Pergunta - Gostaria, se possível, de coletar maiores informações sobre o Espírito Ramatis e saber por quais motivos seus livros não são reconhecidos pela Federação Espírita Brasileira.

Resposta O problema de Ramatis é que nem sempre suas afirmações estão de acordo com os princípios espíritas. Representam a opinião de um Espírito, contrapondo-se ao princípio da universalidade das ideias espíritas, criteriosamente codificadas por Allan Kardec, que se serviu de vários médiuns.

Pergunta - Você acha que às vésperas do III Milênio a civilização ocidental poderia encarar o fenômeno da morte de uma forma tão tranquila quanto à oriental?

Resposta Isso acontecerá mais cedo ou mais tarde, na medida em que se difundam os princípios espíritas que, literalmente, matam a morte, oferecendo-nos uma gloriosa visão das realidades espirituais.

Pergunta - Como você classifica, num contexto de coletividade, o desencarne de seres que são, durante a vida, considerados como mitos no Brasil (ex. Senna, Mamonas Assassinas). A comoção generalizada que esses desencarnes causam no seio de nossa sociedade, tem alguma função espiritual?

Resposta Esses acontecimentos estão vinculados ao comportamento e aos problemas cármicos dos envolvidos. Não obstante sempre repercutem no seio das coletividades que, por momentos, cogitam da problemática da morte e da efemeridade da vida. Fazem as pessoas pensarem.

Pergunta - Em primeiro lugar pergunto se esse ilustre divulgador dos postulados espíritas já tem conhecimento do nosso programa mensal "Espiritismo Via Satélite", transmitido daqui de Belém ou de qualquer parte do País, para todo o Brasil e outros países onde alcança o nosso BRASILSAT, programa esse que vai contar com a sua participação num momento qualquer para conversarmos sobre as maravilhas com que você tem brindado as criaturas com os seus livros e também suas palestras.

Resposta Estive presente na sala de conferências via satélite, da Embratel, em Bauru, quando pela primeira vez um programa dessa natureza foi transmitido para todo o Brasil, partir de Belém. Não sabia da continuidade desse trabalho. Tomo conhecimento com muita satisfação. É preciso colocar o Espiritismo na mídia, para que concretize, o mais breve possível sua grandiosa missão, retirando o homem de seu milenar descaso pelos valores espirituais. Será motivo de muita satisfação para mim participar de qualquer iniciativa dessa natureza.

Pergunta - Que sugestão você tem a dar a esta questão horrível do movimento espírita brasileiro carregado de críticas e verdadeiras agressões aos companheiros da mesma crença, principalmente através da imprensa espírita, em ataques verdadeiramente violentos, àqueles irmãos que lêem os livros de J.B. Roustaing (vale salientar que não sou "roustenguista", nem qualquer outro ista). Será que não é hora dos espíritas procurarem se mirar um pouco mais no Evangelho e olharem para si mesmos, antes de tomarem iniciativas de agredirem os próprios irmãos de ideal?

Resposta Endosso em gênero e número suas palavras. Há quem entre para o Espiritismo sem que o Espiritismo entre em seu coração.



O Centro Espírita, com Orson Carrara – 2ª Parte


Pergunta - Como escritor e jornalista que é, você não acha que há muitas obras ditas psicografadas, e que esses arautos da espiritualidade, usam esse recurso muito mais para finalidades materiais, que de atendimento fraterno?
Resposta: É preciso ver antes se não são os médiuns que estão adotando esta postura. Se forem os médiuns, denota falta de estudo. Se forem dos espíritos,
demonstra ausência de critério doutrinário nos médiuns e revela conhecimento
que já temos sobre a escala espírita.
A obra literária dos espíritos visa o esclarecimento humano e para esse fim deve ser usado, apesar da questão dos custos para publicação. Esta enchente de publicações denota a valorização de fins materiais, o que contraria a finalidade primeira. 
Os Centros e clubes do livro precisam valorizar mais as obras doutrinárias do que simplesmente ficarem distribuindo romances. Estes são importantes, pois cativam, mas vez por outra a valorização de excelentes obras doutrinárias favoreceriam a formação da consciência doutrinária. Mas, respondendo diretamente a pergunta, considero que o livro cumpre muito mais a função de consolo e finalidades materiais, pois o livro espírita ensina muito.
Pergunta Porque alguns Centros Espíritas adotam o uso de roupa branca?
Resposta: Desconhecimento da Doutrina Espírita. O Espiritismo não possui
qualquer tipo de roupa especial, seja de que cor for. Isto vem de paradigmas
incompatíveis com a lógica e clareza do Espiritismo. Na prática espírita, que
sejamos naturais.
Pergunta A reunião pública, geralmente, é a porta de entrada para o iniciante na
doutrina. Qual a duração aconselhável para a exposição evangélica nestas
reuniões?
Resposta: O tempo ideal para uma preleção evangélica nas reuniões públicas deve girar entre 40 e 50minutos, tempo suficiente para o desenvolvimento de
argumentos e raciocínios. Nada impede porém que uma boa palestra ultrapasse uma hora.
Pergunta O que dizer de palestras com temas tais como: cromoterapia e descrição sobre os chacras? Ou deve-se estudar a doutrina, nestas reuniões públicas, embasados na codificação Kardequiana e obras subsidiárias, tais como as de Emmanuel e André Luiz?
Resposta: O objetivo prioritário do Centro Espírita é ensinar Espiritismo. Nesta
tarefa, vale-se também dos conhecimentos humanos. Cromoterapia está fora das
atividades do Centro Espírita, mas poderá ser abordada sim como conhecimento
humano.
No caso dos chacras, trata-se também de conhecimento científico que pode e deve ser abordado , até a título de aprofundamento do estudo. Porém, a prioridade do Centro é estudar a Doutrina e este estudo comporta área tão ampla e abrangente, que não podemos restringir a Doutrina a exclusivamente chacras ou outro tema qualquer. Estes conhecimentos podem ser obtidos em outros lugares, mesmo que não no Centro. Por isso, devemos sim em nossas reuniões estudar Kardec,  Emmanuel, André Luiz e obras subsidiárias, como programa prioritário.
Pergunta Como as técnicas de Administração modernas deve ser consideradas pelos dirigentes das casas espíritas? O centro espirita trabalha com plano
estratégico e visão de futuro?
Resposta: Como ferramentas e instrumentos para aprimoramento dos Centros. E são valiosas, mas devem merecer a absorção do fator humano, para que não
sejam frias como nas empresas. Os Centros são extensões do lar. Devem primar-se pela simplicidade e pelo acolhimento caloroso da fraternidade. Se
usarmos as técnicas de administração com a frieza que busca resultados
imediatos, estaremos descaracterizando o Centro.
O Centro deve sim trabalhar com plano estratégico e visão de futuro, visando
inclusive sua própria sobrevivência, aprimoramento das atividades e metas para
o futuro, mas repito sem a frieza dos organogramas empresariais. O fator humano
da fraternidade deve estar presente.
Pergunta Os dirigentes de casas espiritas em geral são pessoas de idade avançada. Por que não vemos um numero maior de jovens (+- 35anos) administrando os centros espiritas?
Resposta: Há um engano na pergunta. Conheço inúmeros Centros dirigidos por
gente muito jovem, altamente dinâmicos. É claro que há os casos dos chamados
"donos dos centros", idosos que não abdicam do poder... Para esses, a paciência
que recomenda o Evangelho. E há que se citar também a indiferença e omissão de
muitos jovens. Mas considero que há muita gente jovem dirigindo e muito bem
muitos centros espíritas.
Pergunta Por que existem um distanciamento entre as casas espiritas? Aonde fica a questão da UNIFICAÇÃO? O Centro espirita é realmente a célula do movimento
espírita?
Resposta: O distanciamento entre as casas espíritas é fruto das imperfeições
humanas. O Centro Espírita é realmente a célula do movimento espírita e a
unificação (ou união dos Centros) está esquecida porque equivocadamente muitos
imaginam que a função da unificação é interferir nos Centros, o que se trata de
uma inverdade.
A unificação existe para fortalecer os centros e por consequência o movimento, que vai agir e melhor atuar no estudo e divulgação espírita. Sua função é sugerir, estimular, sem nada forçar. Para exemplificar bem a questão dos prejuízos do isolamento das Casas Espíritas, peço aos leitores se recordarem de brasas de um churrasco.
Quando juntas, produzem o calor que assa a carne. Quando isoladas, apagam-se. Assim os Centros: isolados, perdem-se. Unidos, produzem muito mais. Os que se isolam, perdem o critério do conjunto e acabam desvirtuando a prática porque ficam sem referencial. É muito importante estarmos unidos para trocarmos experiências e aprendermos uns com os outros.
Eles se isolam com medo de interferências. Mas quem tem o direito de mandar em quem?  Somos criaturas livres, independentes e a Doutrina ensina como agir. Por que o medo? Por que o isolamento? Será que queremos dominar pessoas? Será que temos medo que elas cresçam? Isto é egoísmo. Temos que propiciar condições de crescimento para as criaturas. Somente na troca de experiências, isto será possível.
Pergunta Frequentei e trabalhei num Centro Espírita (no período de 1993-2000) que primava pela Pureza Doutrinária. Não estava mais concordando com  algumas atitudes do dirigente e me desliguei deste Centro. Estou procurando me sintonizar com uma Casa Espírita nas proximidades de minha casa. Entretanto
eles tem conduta diferente do local que frequentava. Os trabalhadores usam
roupas brancas. Utilizam cristais nos trabalhos de cura. Indicam o uso de sal
grosso aos assistidos. É certo isso? De acordo com esclarecimentos contidos no
Livro "Pureza Doutrinária", essas práticas não condizem com a Doutrina de Kardec. Fui convidada a trabalhar neste Centro Espírita, e sei que realmente atendem os necessitados da região, tenho receio de reiniciar um trabalho com essas dúvidas na mente.
Resposta: Os centros refletem o conhecimento de seus dirigentes.  As práticas
citadas colidem com a Doutrina. Isto não é Espiritismo. Porém, são estágios de
entendimento, úteis para essas pessoas que estão aprendendo. E veja que ajudam
os necessitados, o que lhes dá mérito, contundo ainda não se desligaram de
certas práticas incoerentes. Como a irmã já tem um critério doutrinário
formado, sugiro procurar outra Casa.
Ou ir aos poucos transmitindo as noções claras da Doutrina Espírita, convidando oradores experientes etc.   Vai ser difícil, mas tente. Porém, se a vontade de servir ao próximo for maior, a irmã poderá superar estas dificuldades e atuar ali mesmo, mesmo convivendo com essas práticas distantes. Importante é servir em nome do Cristo, mesmo que convivendo com práticas estranhas. Se conseguir conviver com isto, vá em frente. Mas lembre-se: ninguém é  obrigado a conviver com constrangimentos.
Pergunta É verdade que uma mulher quando engravida não pode mais exercer o seu trabalho no Centro Espírita?
Resposta: Por que? Ela pode exercer várias tarefas até que a gravidez lhe
permita. Não há nada que impeça a continuidade em tarefas compatíveis com o
estado de gestante. A mulher grávida fica mais sensível, etc., mas toda mulher
saberá como administrar isso.
O que é incoerente é um dirigente proibir alguém que está gravida de continuar atuando no Centro. Como sugestão, poderá abster-se da prática mediúnica durante o tempo de  gestação, mas em outras atividades, poderá atuar normalmente desde que lhe seja possível. Gravidez não é doença, é estágio normal da vida humana. Grávida no Centro, mais assistência ao bebê. Por outro lado, não se deve confundir trabalho no Centro exclusivamente com prática mediúnica. Ha tanto trabalho no Centro...
Pergunta O que você acha sobre os centros espíritas que não permitem às pessoas que façam perguntas durante as palestras? Somos apenas ouvintes. Isso é certo?
Resposta: Bom, é um critério da casa. Mas pode ser discutido pelos seus
integrantes. Apenas ouvindo, pouco aprendemos. Se a reunião específica não tem
espaço para perguntas, converse com as pessoas para criarem uma reunião ou
horário que facilite esta salutar prática da troca de ideias com perguntas e
respostas.
Pergunta Mesmo tendo trabalhado como médium passista em um centro, não consigo me encaixar em outro centro para trabalhar, pois, o mesmo não permite a entrada de pessoas de fora da "panelinha" formada. O que você acha disso?
Resposta: São as imperfeições humanas. Porém, considere que você precisa
conquistar seu espaço aos poucos. Vá devagar, mostre seu valor, trabalhe em
outras áreas, conquiste as pessoas. Chegar e querer ocupar um lugar pode
assustar o grupo que não o conhece. Eles possuem um critério e um escrúpulo que
são naturais.
Autor: Orson Carrara. Todo esse material provém dos sites: CVDEE - Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo e da Revista Eletrônica O Consolador.




O Centro Espírita, com Orson Carrara – 1ª Parte


P - Qual a sua opinião sobre a manifestação de espíritos que apresentam-se como
pretos velhos, em Centros da Doutrina Espírita?
Resposta: Os espíritos não são pretos nem velhos. Devem ser esclarecidos, mas
também respeitados na posição em que se encontram. Devemos adotar sempre uma postura que não apresente preconceitos. Se se apresentem espíritos com tais
características, devem ser atendidos, esclarecidos - repito com respeito - mas
com o cuidado de não se criar dependência de espécie alguma.

P - Fazemos distribuição de farnel. Você acha que para as pessoas cadastradas o
centro deve exigir a presença das mesmas nas reuniões, como uma forma de dar o
alimento e o esclarecimento?
Resposta: Deve convidá-las, mas nunca constrangê-las ou forçá-las. Isto é
antidoutrinário. Ao mesmo tempo, o grupo deve criar condições para que
paralelamente à distribuição, seja apresentada a proposta de Jesus, sem
qualquer atitude cerceadora da liberdade individual.

P - Passamos por dois assaltos, no local onde funcionamos, que é um bairro de
classe pobre. O que nos aconselha? Sair? Ficar? Enfrentar sem medos?
Resposta: Penso que é uma decisão do grupo, que deve discutir o que fazer.
Sair, ficar ou enfrentar será fruto de profundas reflexões, onde, seja qual for
a decisão, deverá ser respeitada.

P Como desenvolver um trabalho melhor, que motive o frequentador da Casa Espírita ao estudo da Doutrina ?
Resposta: Apresentar estudos motivadores, que despertem a vontade de vir ao
Centro para estudar. Promover eventos e encontros doutrinários. Nas reuniões
de estudo, estimular a participação de todos, ao invés da cômoda posição de "um
fala e todos escutam". Os estudos devem ser preparados de forma criativa que
envolva o público, com dinâmicas e variações na forma de apresentar  o estudo.
Ao mesmo tempo, implantar na Casa o CLUBE DO LIVRO ESPÍRITA, comentar as
publicações (jornais e revistas) e distribuí-las inclusive estimulando
assinaturas. Em tudo, é preciso estímulo permanente.

P - Você poderia fornecer alguma indicação sobre como deva ser o funcionamento,
montagem, trabalhos, etc., de um Centro Espírita? Ou algum site ou obra que
forneça esta orientação?
Resposta: O Centro Espírita deve funcionar como autêntico representante da
Doutrina Espírita e para isto deverá basear suas atividades na Codificação
de Allan Kardec. O primeiro passo é instituir reuniões de estudo das obras
básicas da Codificação, em dias e horários pré-estabelecidos, mantendo-se a
constância e perseverança. As demais atividades virão por consequência do
estudo. Não tenho conhecimento sobre sites que esclareçam a respeito. Porém,
nada melhor que trocar ideias com pessoas habituadas, idôneas e conhecedoras da Doutrina Espírita.

P  - Há uma corrente que vem levantando a necessidade do uso também no Centro
Espírita da utilização do conceito de Qualidade Total, dos 5 (cinco) S. Qual a
posição do Senhor quanto a isto?
Resposta: O Centro Espírita e sua administração devem aprimorar suas atividades
de maneira contínua e permanente. Tudo para que ele seja fiel à Doutrina,
coerente em suas atividades, agradável para o público e trabalhadores. Porém, a
aplicação dos conceitos citados, embora valorosos, parece-me trocar o essencial
pelo acessório. O essencial no Centro é estudar e divulgar a Doutrina. Se
ficarmos excessivamente preocupados em aplicar aqueles conceitos, estaremos
perdendo precioso tempo que poderia ser aplicado no estudo doutrinário e que em
primeira consequência por si só já traria qualidade aos trabalhos e atividades.
As dificuldades, desvios surgem mais por falta de estudo que por organização interna. O Centro deve ser acolhedor, simples, sem desprezar é claro as modernas técnicas de administração - que devem sim ser utilizadas pelos Diretores e grupos – mas não da forma como são aplicadas nas empresas: de forma autoritária,
obrigatória, impositiva. Isto fere o caráter familiar do Centro Espírita. As
experiências que vi e vivi em empresa que trabalhei foram frustrantes, mera
perda de tempo. O dirigente e/ ou grupo diretor devem se esmerar na organização
dos trabalhos, mas evitar a introdução de modismos imediatistas.

P - Quais as atitudes mais práticas e recomendáveis aos dirigentes e trabalhadores
dos Centros Espíritas dentro do lema espírita "sem caridade não há salvação",
de modo a que a doutrina chegue aos leigos sem criar impactos e/ou paradigmas
que os afastem ao invés de aproximá-los?
Resposta: Apresentar a Doutrina como ela é: simples, lógica, coerente, lúcida.
Divulgá-la por todos os meios possíveis e usar as reuniões doutrinárias, os
programas de rádio/tv  ou colunas de jornais para esclarecer os fundamentos
doutrinários. Os impactos e/ou paradigmas que afastam ao invés de aproximar
pessoas provem muito mais da ignorância doutrinária daqueles que apresentam a
Doutrina de maneira distorcida. Uma forma prática é a implantação do CLUBE DO LIVRO ou a realização da FEIRA DO LIVRO, pois ambas colocam a Doutrina de encontro ao povo, de maneira direta e clara.

P - Apesar da existência da FEB (Federação Espírita Brasileira) e outras
organizações criadas por trabalhadores do bem e da verdade, visando a união dos
que professam a Doutrina Espírita, algumas casas ainda vivem isoladas e sob o
personalismo dos seus dirigentes. Na sua visão o que poderia, independente do
personalismo que possa advir dos dirigentes, ser feito dentro dos Centros
Espíritas para que a fraternidade, a união prevaleça aos interesses pessoais?

Resposta: Viver o Evangelho. Em outras palavras, transformar o Centro numa
extensão do lar. As dificuldades de relacionamento são advindas das
imperfeições humanas. O grupo diretivo do Centro e/ou reuniões deve envidar
esforços para que o ambiente do Centro seja natural, acolhedor e proporcione
bem estar aos seus integrantes. Vejo absurdos de Centros que proíbem
manifestações de alegria no encontro de pessoas. Como pode isso?
    Em outros casos, disputas de poder, melindres e tudo mais.   
Em termos práticos, o Centro deve criar espaços ou horários para que as
pessoas estejam juntas, conversem, sem o compromisso doutrinário, pois é comum
chegarem em cima da hora e saírem em correria ao término da reunião. Que
busque-se, então, horários diferentes de fraternidade, como almoços, trabalhos
outros que aproximem os espíritas.

P - Qual a visão da Doutrina Espírita em relação ao Centro Espírita Virtual?
Resposta: Mais uma opção de divulgação e expansão do pensamento espírita, com o cuidado porém de manutenção da qualidade e fidelidade doutrinária. Através dos sites, muitas pessoas buscam o conhecimento. Temos que oferecer o que temos de melhor: o conhecimento espírita.

P - O Centro Espírita que trabalho pretende criar um trabalho de Desobssessão. Como devemos proceder? Podemos criar este trabalho sem a orientação dos espíritos?
Resposta: Uma reunião de desobsessão é algo muito sério, que exige muita
responsabilidade e conhecimento. Estudem bastante e não tenham pressa. Juntem
pessoas amigas, que estimam estar juntas e que desejem verdadeiramente estudar
e trabalhar nesta seara. Não tenham pressa, gradativamente as orientações
virão. Mas não pode ser algo improvisado, sem sequência. Há que haver muita
responsabilidade e repito conhecimento de causa. Como sempre, fica a
recomendação do estudo das obras de Allan Kardec. Mas notem, acima citei:
pessoas que estimam estarem juntas e que desejem verdadeiramente estudar e
trabalhar nesta seara.

P - Orson, sabemos que você é de família espírita e atua na doutrina como dirigente unificacionista, além das atividades normais no centro espirita. Na sua opinião, por que a USE adotou essa atitude dogmática de cunho sacerdótico, chamando para si todos os participantes das casas espíritas, como se ela fosse uma sé espirita? Como a USE pretende resolver a questão da FEB em relação ao
Roustanguismo?

Resposta: Não concordo com a colocação. A USE não possui função dogmática de
cunho sacerdótico. A USE  coordena esforços para aprimoramento do Movimento
Espírita. Na pergunta, você diz que sou de família espírita e atuo como
dirigente unificacionista. É verdade! Desde pequeno, percebi a importância dos
órgãos de unificação espírita e jamais me senti pressionado ou conduzido pela
USE. A Casa a que me vinculo sempre foi respeitada em sua autonomia, bem como o órgão regional que presido. A USE sugere, estimula, mas jamais interfere. Se
isto acontece ou aconteceu é por postura equivocada de dirigentes ou
supostamente dirigidos.
A Doutrina Espírita é uma doutrina de liberdade, tanto individual como coletiva
(casas e órgãos). Existem decisões tomadas nas reuniões e quem estava lá e concordou não tem o que discutir. Quem estava ausente, não tem como
argumentar. Porém, é importante que se diga: são decisões do conjunto de
pessoas (proveniente de diversas regiões e sociedades) e visam sim o bem do
movimento espírita. Não entendo as posturas anti-USE, já que sua função é
estimular o movimento...
Quanto à questão USE/FEB/ROUSTANGUISMO, não entendo a preocupação. Há tanto que estudar em Kardec e tanto o que se fazer pela Doutrina, que não vejo razões para perder tempo com isso. O roustanguismo é problema da FEB: ela que resolva. A USE não tem nada com isso. E interessante, pergunto: quem conhece Roustang? Fica-se batendo numa tecla esquecida e isto faz lembrar.
Vamos estudar nosso Kardec, divulgar o movimento e viver o entusiasmo de nossa
Doutrina, que aí sim está o Espiritismo.


Questões Gerais sobre Espiritismo - Autor: Richard Simonetti

São quase 50 perguntas e esta é a razão de dividirmos a Entrevista em cinco partes

  Fonte: Grupo de Estudos Avançados Espíritas – GEAE, ano 1996





Questões Gerais sobre Espiritismo - Autor: Richard Simonetti - 5ª Parte


35 - Que pensar, sob o ponto de vista espírita, do bebê de proveta, ou seja, a fecundação em laboratório?
Resposta Não há o ponto de vista estritamente doutrinário, já que Kardec não tratou do assunto na codificação. Não obstante, como ponto de vista de espírita podemos dizer que se trata de uma alternativa aceitável para mães com dificuldade de engravidar.

36 - Nos países onde não há Centros Espíritas como são atendidas as entidades desencarnadas sofredoras, bem como os casos de obsessões?
Resposta Como está claro na monumental obra de André Luiz, a Espiritualidade tem amplos recursos para cuidar de Espíritos encarnados e desencarnados, em estado de desequilíbrio. A atuação do Centro Espírita nesse particular é apenas um recurso a mais, em benefício dos Espíritos que desencarnam sem nenhum preparo para a vida espiritual.

37 - Considerando os livros publicados sobre temas de atualidade, a luz da Doutrina Espírita, de sua autoria, gostaria de saber se o senhor tem algum estudo sobre a visita de extraterrestres a Terra. Especificamente sobre o atual caso de Varginha MG, que está nos noticiários.
Resposta Acredito que sejamos constantemente visitados por Espíritos desencarnados pertencentes a outros mundos e outros sistemas solares. Quanto à visita de extraterrestres encarnados, parece-me uma possibilidade extremamente remota. Há muita fantasia em torno do assunto, muitas especulações, sem nenhum contato documentado, sem nenhuma fotografia, nenhum vestígio, nada de palpável, de autêntico. Varginha é um exemplo.

38 - Evoluímos assim do mineral para o vegetal, animal, hominal e deste para o angelical, certo? Passamos por todas as espécies de animais? Nesta etapa de evolução (animal), estamos já nos individualizando? Quando começamos a nos tornar Espíritos individualizados?
Resposta Não há uma clara definição doutrinária a respeito do assunto. Aparentemente, o princípio espiritual (embrião do Espírito), individualiza-se no reino animal. Passa, então por experiências em variadas espécies (não me parece que necessariamente por todas elas, até por que ao longo dos milênios incontáveis espécies novas surgem, incontáveis se extinguem). Segundo Emmanuel, a conquista da consciência, transformando o princípio espiritual em Espírito, não ocorre na Terra, mas em outros planos do Infinito.

39 - Qual a posição da Doutrina Espírita em relação ao sexo antes do casamento?
Resposta A liberalidade sexual da atualidade, transformada em libertinagem sexual, revive os impulsos poligâmicos da criatura humana. Um retrocesso transitório, decorrente do fato de que nem o homem nem a mulher estão preparados para a liberdade de que desfrutam. O ideal seria o sexo ser exercitado como a culminância de um relacionamento afetivo sustentado pelo amor, dispostos ambos a assumir as responsabilidades de uma existência em comum.

40 - Como o espírita deve encarar o casamento religioso e civil?
Resposta O casamento civil atende às leis humanas. É o testemunho de que o homem e a mulher estão dispostos a assumir os compromissos inerentes a uma vida em comum, uma demonstração recíproca de confiança na solidez da relação. Quanto ao casamento religioso onde se destaca a figura do oficiante, é uma cerimônia exterior incompatível com os princípios espíritas. Todo ato de adoração, em que evocamos as bênçãos divinas, deve ser um ato do coração, sem intermediários. Os próprios noivos devem fazê-lo, na intimidade do lar.

41 - Uma pessoa que não se casa tem a liberdade de manter uma vida sexualmente ativa?
Resposta O casamento não é condição para o exercício sexual. Considere-se, entretanto, que a promiscuidade sexual, sem compromisso e sem responsabilidade, é porta aberta para excessos e viciações, desajustes e enfermidades.

42 - Como deve ser encarada a masturbação?
Resposta Vai longe o tempo em que se proclamava que a masturbação conduzia à loucura e ao inferno. Normal no adolescente que está descobrindo a sexualidade, freqüente nos corações solitários, o problema é que ela favorece a viciação, conturbando o psiquismo do indivíduo com sensualidade exacerbada. Por outro lado compromete a sublimação das energias sexuais quando as circunstâncias nos convocam à castidade, convidando-nos a canalizá-las para as realizações mais nobres.

43 - No Plano Espiritual os Espíritos (atrasados, medianos e adiantados), praticam o sexo, levando em consideração as instruções de André Luiz, no livro Evolução em Dois Mundos, que nos diz existirem algumas diferenças entre o corpo espiritual e o corpo físico, principalmente na região sexual e de digestão?
Resposta As poucas informações que nos chegam da espiritualidade a respeito do assunto nos permitem conceber que os Espíritos também experimentam o orgasmo, embora não saibamos exatamente como isso ocorre ou se envolve perispiritualmente sensações semel

















6 comentários:

  1. Muito bom conhecer o ponto de vista de tão nobre colaborador do Espiritismo! Oportunidade excelente para comparar interpretações, ampliando horizontes. Parabéns, Bruno.

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  2. Muito bom conhecer o ponto de vista de tão nobre colaborador do Espiritismo! Oportunidade excelente para comparar interpretações, ampliando horizontes. Parabéns, Bruno.

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    1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Olá
    Caros Amigos....
    Grande entrevista de Jorge Hessen...
    Na atualidade ele é um dos diferenciais dentro da Doutrina Espírita na atualidade...
    Lutemos amigos!!! Contra os que querem mudar os Postulados Espíritas...
    E este site esta de parabéns...Por trazer personagens de vulto dentro do Espiritismo...
    Fiquem com Deus
    Irmãos W
    www.autoresespiritasclassicos.com

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  4. Concordo plenamente, meu caro amigo Wanderlei e agradeço pelas generosas palavras referentes ao nosso blog. Gde abraço!

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