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A ligação do espirito tem seu início na fecundação, porém quando este processo se completa? No nascimento ou aos sete anos de idade?

 ("...A ligação do espirito tem seu início na fecundação, porém quando este processo se completa? No nascimento ou aos sete anos de idade?..."), por ser mais objetiva, é mais fácil se posicionar. Em verdade, a ligação do espírito com a célula-ovo (óvulo fecundado) inicia quando os espíritos encarregados de assistir ao processo reencarnatório têm certeza de que o óvulo fecundado vai nidar (fixar-se ao útero materno).
Na verdade, a concepção propriamente dita tem início com a nidação do óvulo fecundado. A medida que o feto se desenvolve, o perispírito vai se ligando mais fortemente ao corpo, "molécula a molécula", como nos dizem os espíritos.
Como o perispírito preside a formação do corpo físico, utilizando-se para tal do potencial genético, a medida que o corpo se desenvolve, mais se consolida a ligação do espírito com o corpo. Teoricamente, a criança nasce quando todo o seu organismo está "maduro" para suportar a vida fora do corpo, e nesse estágio, o espírito já está completamente ligado ao corpo.
Portanto, quando nasce a criança, o espírito já terminou de se ligar ao corpo. O que acontece daí em diante é que a ligação vai se tornando mais forte. Podemos comparar com a "cura" (secagem) do concreto.
Quando fazemos uma peça de concreto (uma coluna, por exemplo), depois de 5 a 7 dias posso retirar a forma, pois o concreto já vai estar "duro" (todos os seus componentes já vão estar ligados e unidos), mas ele só atingirá sua resistência projetada depois de 35 a 40 dias, quando se consolida definitivamente.
Essa questão de "7 anos" é um pouco "fantasiosa", meramente especulativa. O corpo de uma criança atingirá um ponto de desenvolvimento ótimo em torno dos 3 ou 4 anos de idade, quando a ligação com o espírito atingirá a máxima força (concreto curado), mas já estava completa desde o momento do nascimento (concreto desenformado).


O que é Orbe Terrestre?

A explicação que me foi dada é que "orbe terrestre, que é o planeta físico mais o plano espiritual do Planeta Terra. " Esta afirmação está correta? No caso, quando falamos que a Colônia Espiritual Nosso Lar encontra-se no orbe terrestre, quer dizer que Nosso Lar está no plano espiritual do Planeta Terra? Pergunto isto porque estou preparando um tema para apresentar para as crianças da evangelização infantil e gostaria de me certificar antes de passar esta informação às crianças.
 Resposta:
Na realidade, o termo "orbe" era mais usado no português arcaico, derivado do termo equivalente no Latim, e foi inadequadamente utilizado na Doutrina Espírita como sinônimo de "redondeza" do globo terrestre.
Um determinado agrupamento de espíritos é formado pela afinidade vibratória (estágio de evolução + sentimentos comuns).
Assim sendo, um mundo de encarnados tem perto de si (redondezas, orbe) o grupamento espiritual que lhe é correspondente, em termos de evolução e de afinidade. O significado de "perto", "redondeza" é muito relativo, pois vibrações diferentes podem se sobrepor, e por estarem em vibrações ou dimensões diferentes, não ocupam o mesmo espaço.
Acho que o exemplo da Colônia "Nosso Lar" não deve ser usado para crianças, por se tratar de algo que, para ser interpretado corretamente, necessita de grande conhecimento doutrinário.
Poderia ser colocado que existem "postos de socorro", "hospitais" e instituições de auxílio no Plano Espiritual "próximo" a Terra, encarregados de auxiliar os espíritos desencarnados que "afinizam" com nossa realidade planetária.



Por que sou Espírita? Pela reforma íntima; Pelo autoconhecimento e Por não exigir santidade -  – 10ª Parte

Pela Reforma Íntima

Por estimular a guerra íntima contra nossas más tendências e valorizar a autoestima na proporção em que envolve o autoconhecimento. Por reconhecer essa como a verdadeira luta Cristã, que ao ser vencida repercute em toda a sociedade, já que ela se transforma conforme o ritmo de transformação de seus participantes.

Pelo autoconhecimento

Por reconhecer a dificuldade de lutarmos contra um inimigo desconhecido. Devemos, portanto explorar nosso inconsciente e consciente para detectarmos nossas fraquezas e virtudes para exercermos uma pressão milimétricamente calculada sobre um e outro para que gerem o equilíbrio necessário para obtenção da perfeição esperada e prometida pelo Mestre Jesus.

Por não exigir santidade

Por estimular o esforço no caminho da perfeição, mas reconhecer que todos estamos longe disso. Por isso, aceitar-me como membro da comunidade, ainda que eu descumpra muitas das metas de um bom Cristão.
Por saber que os hospitais foram feitos para as doenças e as casas de oração para os pecadores. Sendo assim reconheço minhas falhas e limitações e elas não me distanciam da casa de oração, pelo contrário, é por elas que devo estar sempre procurando forças para a luta desigual contra um ego prepotente e pervertido. Assim meu lugar estará sempre disponível entre os lutadores terrestres. E estarei colocando meu ego dominado atrás do meu eu espiritual e divino como nos ensinou Jesus.



Por que sou Espírita? Pela democracia e Pelo Desprendimento material – 9ª Parte



Pela Democracia

Por ser uma Doutrina baseada em princípios democráticos aonde a hierarquia é conquistada de forma intermitente. Por ser escolhido como dirigente espírita àquele que se mostrou mais preparado em determinado momento histórico. Além disso, hierarquia é simples e descentralizada e as decisões são tomadas de em assembleias representativas. Não existem grandes estruturas a serem mantidas e os recursos da comunidade institucionalizada são dirigidos para os necessitados independentemente da religião que professe.

Pelo desprendimento material

Por haver uma proposta de desligamento material sem a maldição do dinheiro. Por estimular o uso parcimonioso do dinheiro em prol da família e da comunidade. Por reconhecer o mérito do trabalho dedicado e do direito à propriedade. Por propor que o recurso material sirva ao homem e a seu semelhante e não o contrário. Por abominar o uso de coação moral e religiosa na obtenção de recursos financeiros para a manutenção de qualquer estrutura que pretenda representar os fiéis de Deus.

Por que sou Espírita? Pelo consolo e Pelos Frutos – 8ª Parte

Pelo Consolo

Somente as pessoas que passaram pelo sofrimento intenso do medo, da perda, da dor física e moral, podem imaginar o benefício que a esperança e a explicação trazem para o sofredor. Além disso, a assistência caridosa, oferecida indiscriminadamente pelos trabalhadores espíritas, encarnados e desencarnados, aliviam grandemente a dor excruciante da culpa e da desesperança.

Pelos frutos

Por que uma árvore má não dá bons frutos. A Doutrina Espírita em seus 151 anos de existência tem colaborado para que o sofrimento humano na terra seja reduzido.
Tanto pelo suprimento de necessidades materiais básicas aos miseráveis quanto de consolo aos desesperados. Ampliou o significado da palavra caridade que passou a ser moral, intelectual, filosófica e material.



Por que eu sou Espírita?

Pelo Encontro Pessoal e Pelos fenômenos – 7ª Parte

Pelo Encontro Pessoal

Por sentir-me rendida pela verdade durante a leitura das explicações espíritas para as questões da existência, da dor e do destino. Nenhum outro sistema de explicações me satisfez plenamente. A força e a lógica dos argumentos vêm de encontro às minhas necessidades, um tanto racionais, em intenção, ainda que não em essência.

Pelos fenômenos

A realidade da comunicação com os espíritos e a explicação natural para o fato sem apelação para maravilhas. A confirmação nos evangelhos dessa possibilidade assim como em vários métodos acessíveis à ciência. A assistência recebida do plano espiritual em um trabalho contínuo de doação de amor e energias salutares.
O fato de uma só explicação ser suficiente para toda uma gama de fenômenos. Não sendo necessária a criação de exceções e adaptações. As regras da natureza são iguais para todos, os santos e os pecadores, Deus e Jesus, os profetas e os leigos. Não precisamos e nem vemos Deus derrogando suas leis a todo momento.

Podemos citar um conjunto de evidências que formam a prova dessa possibilidade: A obra de Chico Xavier, as comunicações de entes queridos, a TCI, as materializações, as mesas girantes, a brincadeira do copo, a escrita direta, dentre muitas outras.

Por que eu sou Espírita?

Pela humildade e Pela Afinidade – 6ª Parte

Pela humildade

Pelo estímulo que a Doutrina espírita exerce para a reforma íntima de seus adeptos visando a superação de defeitos tais como o orgulho, a vaidade, o egoísmo. Esse estímulo propõe a humildade não subserviente. A humildade autêntica, mas não inocente ou pueril.

Pela afinidade

Por ser necessária, para o exercício religioso, uma identificação com as necessidades íntimas de cada um. Aqueles que dependem do ritual, das imagens, dos amuletos, das vestes, não se sentiriam bem em um culto desprovido de qualquer manifestação do simbolismo material. O culto espírita é espiritual e deve refletir os verdadeiros sentimentos íntimos.
O luxo pode ser necessário a outros. Para o espírita um ambiente despojado permite o culto exclusivo das riquezas interiores. Esse culto se restringe ao louvor a Deus e Jesus Cristo. Não cultuamos livros, nem imagens, nem pessoas, mas reconhecemos os ensinamentos Cristãos como o meio mais eficaz de educação evangélica para a ascensão espiritual.

Reconhecemos ainda o exemplo dos vencedores no caminho do Cristo, como irmãos que souberam absorver os ensinamentos evangélicos e souberam divulga-los com propriedade e respeito.


Pelo Cristo e Pela Tolerância – 5ª Parte

Pelo Cristo

Por encontrarmos toda a coerência e toda a bondade do Cristo, refletidas nos princípios Doutrinários Espíritas. A crença em Deus, na reencarnação, na lei de causas e efeitos, na pluralidade dos mundos habitados e na possibilidade de comunicação com o mundo espiritual. Todos esses princípios são claramente defendidos ou exemplificados pelo Cristo, o Mestre maior.
Muitas vezes Ele utilizou-se de símbolos e parábolas em função de nosso despreparo intelectual e moral para absorvermos ensinamentos tão complexos para aquela época de bárbaros.
Hoje, com as inúmeras conquistas em termos de liberdades individuais, essas realidades estão sendo pesquisadas e comprovadas por inúmeras evidências e não mais estão sendo omitidas em função da ditadura dogmática patrocinada pelo interesse financeiro das grandes estruturas religiosas.

Pela tolerância

Por se tratar de uma Doutrina que entende a salvação como um longo processo de evolução espiritual que leva a comunhão com Deus na proporção em que nos esforcemos para eliminarmos nossos vícios e fraquezas.
Sendo assim, a Doutrina não é o meio de salvação, este meio é o amor. Por isso entende que todas as religiões do bem são lícitas e levam a salvação. Não precisa ser proselitista e não permite o comércio dos bens espirituais que, só podem ser conquistados e não comprados.
Por me impor esse limite, já que em minha natureza ainda predominam o orgulho e a prepotência. Dentro de uma religião de eleitos, esses meus defeitos aflorariam com o adubo do fanatismo e mais erros eu cometeria.

Por sabermos e reconhecermos publicamente que não pertencemos a um rol de escolhidos. Somos tão ou mais falíveis do que os membros de qualquer outra comunidade religiosa. Por crermos que todos seremos salvos independentemente da igreja, seita ou religião que professemos. Se nos aperfeiçoarmos no caminho do amor ao próximo lá chegaremos com o apoio e a sustentação Divina, qualquer que seja o templo material que nosso corpo físico frequente.


Pelo Amor e Pela História – 4ª Parte

Pelo Amor
Por sermos estimulados por ela a exercitar o amor ao próximo conforme ensinado pelo Cristo. Por termos a noção exata do amor pleno e libertador, aquele que não espera e não cobra. Por sermos premiados com esse amor por nossos familiares, filhos e pelo querido marido, companheiro de muitas caminhadas.

Pela história

Por verificarmos que a História das religiões nos ensina que houve vários mártires da causa Cristã. E que conforme prometido pelo Cristo seríamos lembrados de seu evangelho pelo Consolador, que nos trouxe a Doutrina Espírita. Os mártires do cristianismo foram os inimigos da ignorância e do fanatismo, impedindo que novas guerras religiosas fossem levadas a termo quando do início dos fenômenos físicos que deram origem á terceira revelação.
Eles, os mártires, deram suas vidas pela liberdade de pensamento e permitiram a retomada dos princípios puros do cristianismo primitivo que foram deturpados pelos detentores do poder religioso. Assim, os conceitos e as revelações cristãs puderam ser resgatados, e novos conhecimentos têm sido adquiridos com o estudo profundo dessa complexa e triste História.


Pela Ciência e Pela dor – 3ª Parte

Pela Dor

Por se tratar de uma Doutrina que respeita se apoia na ciência. Não nos impõe nenhuma Verdade que se coloque acima da ciência e estimula a utilização do raciocínio crítico. Por se tratar de uma Doutrina que estimula a fé raciocinada e considera esta como a única capaz de enfrentar a verdade face a face em todos os tempos. Por ater-se a evidências e lógica filosófica. Por alertar-nos da necessidade do estudo constante para não sermos tragados por ilusões e mistificações.

Pela dor

Por encontrar o consolo e a explicação para as dores da existência humana. Por sabermos que serão transitórias essas dores e gerarão o progresso necessário para a comunhão Divina. Por sabermos que a dor atual é consequência de nossos atos pretéritos e por nos fazer entender que nosso sofrimento é tão intenso quanto aquele que, por ventura, tenhamos causado ao próximo.
Assim, vivemos na prática o treinamento para a não repetição dos mesmos erros que nos conduziram á situação atual.
Pela dor intensa que eu vivi aos 14 anos, pela dor cruel que eu vivi aos 27, pela dor dramática que eu vivi aos 35 e por todas as outras dores menores que suportei com a ajuda Divina, dos bons espíritos e dos companheiros de jornada.
Pelas inúmeras alegrias que me foram dadas, em acréscimo, como energias sobressalentes acumuladas para serem a reserva nos momentos difíceis, pela graça e misericórdia do Criador.
Pelo exemplo e Pela solidariedade – 2ª Parte

Pelo Exemplo

Por respeitar a opinião de inúmeros vultos da ciência mundial que se tornaram Espíritas. Por admirar o exemplo de vários abnegados servidores do Cristo. Por serem pessoas com reconhecida capacidade intelectual e que efetivamente contribuíram para o engrandecimento do conhecimento humano.
Eles conquistaram, com méritos próprios, esse grau de respeitabilidade, sendo, portanto, dignos de terem suas ideias e crenças analisadas de forma isenta e racional. Além disso, expuseram sua crença em um ambiente cultural adverso, o que reforça a profundidade de sua fé.
Somente uma forte convicção, baseada em estudos profundos e análises racionais, pode levar figuras proeminentes a enfrentarem os preconceitos e exporem-se como defensores da nova revelação.

Pela solidariedade

Por ser uma Doutrina que defende e prega a solidariedade e o amor ao próximo como os maiores deveres do ser humano. Defende o aforismo de que fora da caridade não há salvação. Se a caridade é expressão e exercício de amor ao próximo, ela efetivamente nos faz ascender rumo à comunhão Divina.
Faz-nos saber, entretanto, que a caridade exercida com interesses secundários ou escusos não é a verdadeira caridade. Este ato é apenas um comércio de favores que, até pode beneficiar quem recebe, mas em nada enobrece o executor. Nem mesmo aquele que estende sua mão ao próximo com o único fim de obter progresso espiritual será atendido em seus anseios. O processo dever necessariamente iniciar-se pelo amor e este por sua vez desencadeia atos.



Por que eu sou Espírita?

Pela Lógica e pela Esperança 1ª Parte

Pela lógica
Porque se creio em um Deus único, infinitamente bom e justo e não posso acreditar que Ele permitiria o sofrimento de inocentes e o privilégio de criminosos. Não posso crer em um Deus que permite a dor e a limitação de crianças mal formadas.
Um Deus que permite a fome e a miséria vividas por pessoas simples e honestas.
Um Deus que permite as diferenças de talentos e destinos. E que essa permissão seja devida, unicamente, aos seus caprichos e preferências.
Se, creio em um Deus perfeito, que não faz acepção de pessoas, então, tenho que entender as situações acima como justas e merecidas. E elas só seriam realmente parte da Justiça Divina se, explicadas por fatores por nós desconhecidos. O raciocínio lógico nos leva a buscar essas causas em um passado distante, reencarnações anteriores.
A revelação, pelos espíritos que compõem a Legião de servidores do Cristo, sobre as leis da reencarnação e de causa e efeito foram o balsamo cicatrizante sobre a extensa ferida no cristianismo medieval, decorrente de sua institucionalização e politização.
Essas leis permitem nossa plena compreensão da infinita Justiça Divina e são divulgadas pela Doutrina Espírita para que o Evangelho do Cristo seja revivido conforme previsto por Jesus.
Nenhuma outra explicação para as dores dos homens e para suas desigualdades é tão eficiente e ampla e, ainda assim, compatível com o Deus justo e bom em que creio. Ao interpretarmos as dores da vida sob essa ótica, mesmo com as mais variadas e dolorosas circunstâncias vividas pelos seres humanos na Terra, em nenhum caso duvidaremos da Infinita Justiça Divina.

Pela esperança
Por ser uma Doutrina que crê e divulga a certeza da vida após a morte, a certeza de que há algo mais a esperar do que meramente nossos corpos comidos pelos vermes.
Por considerar a vida espiritual como a verdadeira vida e por ser essa uma vida de realizações e progresso e não de inatividade.
Por desfazer o mito do castigo eterno e mostrar-nos um Deus misericordioso que perdoa-nos quantas vezes precisarmos do seu perdão e nos oferece a possibilidade de evolução e comunhão com Ele, sempre. Por sabermos que, um dia, seremos perfeitos como foi o Cristo e então poderemos usufruir a paz plena que conquistamos, pelo nosso esforço pessoal, sob a proteção e orientação Divina, durante o longo caminhar sobre as pegadas do Cristo.
Por termos a certeza de que todas as pessoas que amamos chegarão ao mesmo estágio evolutivo e que poderemos partilhar da glória de Deus em conjunto. Que nenhum filho de Deus se perderá, mas serão todos unidos na paz celestial no momento em que for apropriado, a cada um, conforme seu esforço e merecimento.


A Vidência e o Desdobramento

A vidência. Os médiuns videntes são os que possuem a faculdade mais ou menos frequente de ver os Espíritos. Alguns deles vêem os desencarnados num estado psíquico de normalidade, enquanto outros só o conseguem numa espécie de transe parecido com aquele que sentimos quando se aproxima o sono.
Os médiuns videntes podem ser utilizados em todos os tipos de reuniões mediúnicas como elementos de informação, mas jamais de direção. Um dirigente de reunião mediúnica nunca deve dirigir seus trabalhos orientado por um vidente, porque essa faculdade é a que mais se presta ao erro, pois os quadros e visões frequentemente são alterados pelas condições psicológicas do médium.
A vidência é uma faculdade instável e, por isso mesmo, deve-se ter muita cautela ao lidar com ela. Muitos acreditam ver o que só existe na própria imaginação.
Os médiuns videntes são muito comuns, mas os que inspiram maior confiança são raros. Aqueles que desenvolvem suas faculdades no trabalho espírita, paralelamente aos seus esforços de estudos e aprimoramento têm maiores possibilidades de sucesso.
Os chamados "videntes naturais", de um modo geral, não são médiuns confiáveis. Por causa de suas faculdades, costumam possuir o amor-próprio muito desenvolvido. Geralmente acreditam que são pessoas especiais e que, por isso, deveriam ser ouvidas sem questionamentos.
O médium vidente vê os Espíritos com os olhos da alma e não com os carnais, por isso enxerga os Espíritos tanto com os olhos fechados quanto abertos.
A vidência é resultado de uma crise mais ou menos rápida. Não existem médiuns, ou pelo menos são raríssimos, que ficam vendo os Espíritos o tempo todo, durante uma sessão mediúnica. Normalmente eles veem clichês ou quadro psíquicos, vindos à tela mental como se fossem um rápido sonho.
Há situações em que o vidente sabe o que significa sua visão, sem que ninguém o diga. O motivo disso é que os acontecimentos no mundo invisível irradiam uma onda psíquica que a mente do vidente interpreta instintivamente como uma informação. Alguns deles interpretam as visões com mais facilidade, outros não. Mas, de um modo geral, o exercício leva ao aperfeiçoamento da interpretação daquilo que veem.
As aparições de Espíritos desencarnados ou visões que ocorram no estado próximo do sono físico, não devem ser consideradas fenômenos de vidência, pois que podem ser vistas por todos os presentes e podem, inclusive, serem registradas em fotografias.
Quando se está dormindo ou num estado de proximidade com o sono, o Espírito está momentaneamente desprendido ou se desprendendo da matéria densa. Possui por alguns instantes a visão própria dos Espíritos desencarnados. Por isso, pode ter a percepção de imagens e seres do mundo invisível.
A vidência é uma faculdade que deve ser comprovada. Um observador atento, pelas descrições apresentadas, poderá verificar se a mediunidade de um vidente é verdadeira ou fantasiosa. As evocações também podem ser utilizadas como elemento comprobatório dessa faculdade. Quando se evoca um Espírito conhecido de algum dos presentes, o vidente poderá descrevê-lo em detalhes, se possuir uma vidência positiva. De todo modo é sempre prudente usar de cautela com os videntes.
A seguir, apresentamos uma citação de Allan Kardec, que esclarece alguns pontos relevantes sobre a mediunidade de vidência:
"A faculdade de ver os Espíritos pode sem dúvida se desenvolver, mas é dessas faculdades cujo desenvolvimento deve processar-se naturalmente, sem que se provoque, se não se quiser se expor às ilusões da imaginação. Quando temos o germe de uma faculdade, ela se manifesta por si mesma. Devemos, por princípio, contentar-nos com aquelas que Deus nos concedeu, sem procurar o impossível. Porque então, querendo ter demais, arrisca-se a perder o que tem.
Quando dissemos que os casos das aparições espontâneas são frequentes, não quisemos dizer que sejam comuns. Quanto aos médiuns videntes, propriamente ditos, são ainda mais raros e temos muitas razões para desconfiar dos que pretendem ter essa faculdade. É prudente não lhes dar fé, senão mediante provas positivas".
"Algumas pessoas podem sem dúvida enganar-se de boa fé, mas outras podem simular essa faculdade por amor-próprio ou por interesse. Nesse caso, deve-se particularmente levar em conta o caráter, a moralidade e a sinceridade habituais da pessoa. Mas é sobretudo nas questões circunstanciadas que se podem encontrar o mais seguro meio de controle. Porque há circunstâncias que não podem deixar dúvidas, como nos casos de exata descrição de Espíritos que o médium jamais teve ocasião de conhecer quando encarnado" - (Allan Kardec, em O Livro dos Médiuns, item 171).


ANJOS E DEMÔNIOS, 3ª Parte - publicado por Sérgio Ribeiro

5.3. HÁ LÓGICA NA DOUTRINA DOS ANJOS DECAÍDOS?
Não. Ora, como pode um Espírito que atingiu uma luz espiritual da perfeição retrogradar e ficar numa posição de inferioridade. O progresso é uma lei natural, compulsória e inexorável, que nos impulsiona sempre para frente.
Em A Gênese, Allan Kardec reporta-se ao Paraíso Perdido, em que Espíritos de outros mundos vieram reencarnar na Terra. Cita o caso dos exilados de Capela, orbe semelhante ao da Terra, situado na Constelação de Cocheiro, que estava passando por um período de transformação, semelhante ao que estamos verificando no Planeta Terra.
Embora tenham reencarnado num mundo inferior, eles não perderam o progresso adquirido, não regrediram moralmente e intelectualmente, apenas tiveram que fazer as suas experiências num mundo mais hostil, justamente para se equilibrarem no campo moral.

6. O PENSAMENTO E AS INFLUÊNCIAS ESPIRITUAIS

6.1. AS IDÉIAS E O PENSAMENTO
O tema anjos e demônios levam-nos a refletir sobre a nossa condição humana, especificamente na relação que temos com o conhecimento da verdade. Em nosso dia-a-dia produzimos ideias. As ideias formam o nosso pensamento. O pensamento dirige-se à verdade das coisas. A percepção da verdade das coisas está subordinada ao nosso grau de evolução espiritual e intelectual.
Por isso, diz-se que somente atingiremos a verdade quando pudermos ter um perfeito relacionamento entre o sujeito e o objeto, ou seja, somente quando o objeto refletir-se fielmente na mente do sujeito.  Para que isso se dê, temos que desobstruir a nossa mente dos preconceitos e das diversas idiossincrasias automatizados em nosso subconsciente.  

6.2. AS INFLUÊNCIAS ESPIRITUAIS
Os anjos e os demônios simbolizam as influências que recebemos dos Espíritos que nos acompanham. De acordo com a instrução de diversos Espíritos, somos monitorados por uma avalanche deles. Nesse sentido, há os Espíritos bons que nos incentivam ao bem e os maus que induzem ao mal.
Aceitar ou não suas sugestões é um trabalho que depende de nossa vontade e de nossa perseverança. É preciso tomar cuidado, porque há sempre um primeiro momento, um primeiro convite, principalmente no que diz respeito à entrada pela porta larga da perdição. Na Revista Espírita de 1862, Voltaire faz uma mea culpa sobre os desvios que permitiu a si mesmo quando esteve encanado no século XVIII, em França.
Conta-nos que tinha recebido todas as inspiração necessária para ser um dos divulgadores de ideia de Deus e do Evangelho de Jesus e perdeu-se por sua vaidade, ou seja, por querer ver o seu nome estampado nos anais de ciência e da filosofia terrena.

6.3. DECISÃO DAS TREVAS
Este é o título do capítulo 38 de Contos desta e de outra vida, pelo Espírito Irmão X. Relata-se o diálogo entre o ORGANIZADOR DE OBSESSÕES e os seus sequazes, cujo objetivo era impedir o avanço do Espiritismo, no que tange aos novos horizontes que este abria na mente humana. Eles agem como Cristo na Antiguidade: não há meio de isolá-los na prece inativa; em vez de se ajoelharem, caminham. É indispensável encontrar um meio de esmagá-los, destruí-los...
O obsessor exaltado, o obsessor violento, o malfeitor recruta, o obsessor confusionista, o malfeitor antigo e o obsessor fabricange de dúvidas dão suas sugestões, mas são rechaçadas pelo Líder. Por último, surge o VAMPIRIZADOR EXPERIENTE, que sugere: “Será fácil treinar alguns milhares de companheiros para a hipnose coletiva em larga escala e faremos que os espíritas se acreditem santos de carne e osso... Creio que, desse modo, enquanto estiverem preocupados em preservar a postura e a máscara dos santos, não disporão de tempo algum para os interesses do espírito”.

7. CONCLUSÃO
Os anjos e os demônios, como vimos, significam respectivamente os bons e os maus Espíritos. Eles estão sempre ao nosso derredor. Saibamos elevar os nossos pensamentos através da prece e da prática da caridade para que os bons venham ao nosso encontro e os maus sejam rechaçados.
Publicado por SÉRGIO RIBEIRO


ANJOS E DEMÔNIOS, 2ª Parte - publicado por Sérgio Ribeiro

4. A IGREJA CATÓLICA E A SUA DOGMÁTICA 
4.1. HIERARQUIA DOS ANJOS 
A fonte da angelologia medieval é o texto do Pseudo-Dionísio, o Areopagita, Sobre a Hierarquia Celeste (séc. V). A hierarquia celeste é constituída por nove ordens de anjos agrupados em disposições ternárias. A primeira é a dos Serafins, dos Querubins e dos Tronos; a segunda é a das Dominações, das Virtudes e das Potestades; a terceira, a dos Principados, dos Arcanjos e dos Anjos. Essa doutrina foi aceita por S. Tomás e adotada por Dante no Paraíso. (Abbagnano, 1970) 
4.2. LÚCIFER E SATà
Lúcifer - o Príncipe dos Demônios - não é referendado na Bíblia (VT e NT). Apresenta-se como  sinônimo de Diabo, Demônio e Satanás. Este nome surgiu na Baixa Idade Média, baseado numa divindade associada ao planeta Vênus. Os teólogos, para criar o termo, recorreram ao Livro de Enoque, considerado apócrifo, do qual restam vestígios na Bíblia, em Gênesis, 6.
"Lúcifer, produto da teologia cristã, foi associado aos "diabos" Satã, ao conceito de "demônio" dos gregos e ao princípio do dualismo Bem e Mal do Zoroatrismo, entre outras tradições".
 Satã significa "o adversário", "o acusador". O termo "acusador" existia no Império Persa, cuja função era a de percorrer secretamente o reino e fiscalizar tudo o que estava sendo feito de mal no sentido de apresentar denúncias diante do Imperador, que mandava chamar os funcionários faltosos e os castigava.
Com a evolução da doutrina religiosa judaica, Satã acabou se convertendo, de um acusador dos pecados dos homens, num deus secundário, oposto a Javé. 
Satã não é Lúcifer. Ele não é um anjo que se revoltou contra o Senhor. Ele é apenas um acusador., ou seja, um dos olhos do Senhor, que anda pela Terra e comparece perante o Senhor para acusar. (Sampaio, 1976)
4.3. DEMONOLOGIA
Na Idade Média surge a Demonologia, ciência dos demônios, cujo objetivo era fazer um tratado sobre os demônios.
Lúcifer-Satã-Diabo-Demônio, ao cair, levou muitos consigo. 19 anjos principais e uns 200 liderados que teriam “caído”.
A 1.ª medida da demonologia foi o recenseamento do Inferno, no sentido de estabelecer o número de demônios que ali habitavam. Foram contados 7.045.926 demônios.
Havia também movimentos políticos no inferno. Satã, o diabo grosseiro, da luxúria e da gula, dos defeitos capitais dá um golpe de estado, depondo lúcifer do comando. (Sampaio, 1976)
5. ANJOS E DEMÔNIOS NA ÓTICA ESPÍRITA
5.1. ANJOS
P.128 - Os seres que chamamos anjos, arcanjos, serafins, formam uma categoria especial, de natureza diferente da dos outros Espíritos?
- Não; são Espíritos puros: está no mais alto grau da escala e reúnem em si todas as perfeições.
A palavra anjo desperta geralmente a idéia da perfeição moral; não obstante, é freqüentemente aplicada a todos os seres, bons e maus, que não pertencem à Humanidade. Diz-se: o bom e o mau anjo; o anjo da luz e o anjo das trevas; e nesse caso ele é sinônimo de Espírito ou de gênio. Tomamo-lo aqui na sua boa significação.
P.129 - Os anjos também percorrem todos os graus?
- Percorrem todos. Mas, como já dissemos: uns aceitaram a sua missão sem murmurar e chegaram mais depressa; outros empregaram maior ou menor tempo para chegar à perfeição.
P. 130 – Se a opinião de que há seres criados perfeitos e superiores a todos os outros é errônea, como se explica a sua presença na tradição de quase todos os povos?
- Aprende que o teu mundo não existe de toda a eternidade, e que muito antes de existir há havia Espíritos no grau supremo; homens, por isso, acreditaram que eles sempre haviam sido perfeitos. 
5.2. DEMÔNIOS
P.131 - Há demônios, no sentido que se dá a essa palavra?
- Se houvesse demônios, eles seriam obra de Deus. E Deus seria justo e bom, criando seres infelizes, eternamente voltados ao mal?
A palavra demônio não implica a idéia de Espírito mau, a não ser na sua acepção moderna, porque o termo grego daimon, de que ele deriva, significa gênio, inteligência, e se aplicou aos seres incorpóreos, bons ou maus, sem distinção.
Os homens fizeram, com os demônios, o mesmo que com os anjos. Da mesma forma que acreditaram na existência de seres perfeitos, desde toda a eternidade, tomaram também os Espíritos inferiores por seres perpetuamente maus. A palavra demônio deve, portanto ser entendida como referente aos Espíritos impuros, que frequentemente não são melhores do que os designados por esse nome, mas com a diferença de ser o seu estado apenas transitório. São esses os Espíritos imperfeitos que murmuram contra as suas provações e por isso as sofrem por mais tempo, mas chegarão por sua vez à perfeição quando se dispuserem a tanto. (Kardec, 1995)


ANJOS E DEMÔNIOS, 1ª Parte - publicado por Sérgio Ribeiro

1. INTRODUÇÃO
O que se entende por anjo? E por demônio? Há diferença entre a posição católica e a espírita? Nosso objetivo é fazer um estudo comparativo, no sentido de melhor entender as relações entre esses dois temas e os seus correlatos: Satanás, Diabo e Lúcifer.  
2. CONCEITO 
Anjo – Ser espiritual que exerce o ofício de mensageiro entre Deus e os homens. A palavra anjo desperta geralmente a ideia da perfeição moral; não obstante, é frequentemente aplicada a todos os seres, bons e maus, que não pertencem à Humanidade. 
Demônio – 1. Nas crenças da Antiguidade e no politeísmo, gênio inspirador, bom ou mal, que presidia o caráter e o destino de cada individuo; alma, espírito. 2. Nas religiões judaicas e cristãs, anjo mau que, tendo-se rebelado contra Deus, foi precipitado no Inferno e procura a perdição da humanidade; gênio ou representação do mal; espírito maligno, espírito das trevas, Lúcifer, Satanás, Diabo. 3. Cada um dos anjos caídos ou gênios maléficos do Inferno, sujeitos a Lúcifer ou Satanás. (Dicionário Aurélio) 
3. HISTÓRIA DO DEMÔNIO 
A história de uma palavra mostra-nos as suas transformações ao longo do tempo. O termo demônio não fugiu à regra. Nas crenças populares gregas da antiguidade, era usada para designar os espíritos dos falecidos, que dispunham de forças sobrenaturais, intervindo de modo extraordinário na natureza e na vida dos homens, e contra os quais os homens deviam se defender através da magia. Os filósofos gregos o elevou à esfera do divino, por isso o daimon socrático. O termo demônio não é citado no AT, onde só aparece, nos últimos livros. Ele existe no Novo Testamento, onde os Evangelistas confundem os demônios com Satã. Quer dizer, o demônio só surge com a influência grega.
Na época do Novo Testamento, as almas dos mortos, assimiladas às das divindades, foram confundidas com as manes, os lares e os gênios latinos. Estas concepções penetram a Palestina. Com a vinda dos romanos, o Demônio grego transforma-se em Diabo, cujo significado passou a ser "espírito da mentira" ou "caluniador".
O Daimon grego passa a ser o Diabolus romano. Na Baixa Idade Média, o Diabolus romano ganha força. Como o Diabolus romano era um "espírito mau", passou a designar o espírito mau hebraico, Satã. Para explicar a sua presença como tentador do mundo, os padres da Igreja recorreram à lenda da revolta do anjo Azazel, dos Livros de Enoque, que eram apócrifos. (Sampaio, 1976) 



“Reunião Mediúnica” aberta ou fechada?  De Jorge Hessen


Um leitor levanta um tema conveniente para elucidarmos. Descreve que frequenta várias casas com reuniões mediúnicas “abertas” (públicas). Acredita ser o modo correto. Embora com o passar dos anos tenha conhecido outras casas com as reuniões mediúnicas “fechadas” (privativas).
Em face dele ler muito e observar, analisar, colher opiniões, sobretudo as que escrevemos para o Movimento Espírita Brasileiro, resolveu fazer a seguinte afirmativa:
– “A quantidade de pessoas que passam a frequentar as casas espíritas após assistirem a comunicações do além “abertas” ao público é mais expressiva.”
Obviamente, sob o imperium da racionalidade espírita, não podemos concordar com a afirmativa desse nosso leitor, embora reconheçamos que ocorrem montões de convites às pessoas recém-chegadas ao centro para assistir e/ou frequentar as reuniões mediúnicas, o que representa uma extraordinária leviandade. Aliás, isso seria transformar o grupo mediúnico numa estranha sala de espetáculos de picadeiro espiritual.
As sessões mediúnicas devem merecer dos dirigentes espíritas uma maior atenção. Não se compreende, pois, que uma sessão mediúnica, seja ela aberta a pessoas com pouca formação teórica do Espiritismo ou a curiosos e/ou a neófitos, contrariando as orientações dos Benfeitores.
 Allan Kardec abordou o tema quando respondeu aos leitores que lhe propunham abrisse ao público as sessões da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, medida com a qual não concordava em absoluto.

Kardec sugere, além disso, grupos pequenos, em face das potências mentais heterogêneas que há nos “grupões”. Uma reunião mediúnica “aberta ao público” é uma imponderação dispensável, porque tem acesso pessoas carregadas de anseios diversificados, que irão embaraçar, invariavelmente, o exercício espontâneo da mediunidade.
Os Instrutores do além afiançam que uma reunião mediúnica é um grave trabalho, que se desenvolve na estrutura perispirítica, e se a equipe é inábil, é compreensível que muitos embaraços psíquicos sucedam por negligência da mesma. Em face disso, o intercâmbio com o além não deve ser aberto ao público porque se acima, transformaria numa arena circense com feição especulativa, exibicionista, destituída de intuito elevado, costumes tais que ferem mortalmente os postulados reveladores da Doutrina Espírita.
Mesmo nas reuniões mediúnicas privativas deve-se manter um número ideal de membros, não excedente a 20 pessoas, para que se evitem essas perturbações naturais nos grupamentos massivos.
É óbvio que quaisquer argumentos utilizados para defender as reuniões mediúnicas "fechadas ao público" não isentam os grupos "fechados" das influências, pensamentos, desequilíbrios e desarmonias. Contudo, isso é dificuldade moral do grupo e não da especificidade privativa da mesma.
Não podemos e nem devemos esquecer que o Espírito de Verdade nos recomenda: "Espiritas, amai-vos uns aos outros, eis o primeiro ensinamento, instrui-vos eis o segundo".
Este alerta nos conscientiza do tamanho da responsabilidade que nos pesa sobre os ombros. Grupos mediúnicos sérios fazem reuniões periódicas de avaliação das atividades e assim todos os integrantes da equipe possam se afinizar e conversar, eliminando algum conflito doutrinário que possa haver entre si.
Ademais, para que não se abra espaço para a teatralização de “psicofonias” (quase sempre anímicas – “tipo Bezerra/Divaldo”) e “psicografias” em público, lembremos que não há médiuns especiais e ninguém é melhor que ninguém, devendo todos estarem abertos ao aprendizado permanente e seu devido aperfeiçoamento. Dizem que Divaldo recebe Bezerra em público e Chico psicografava em público. Sim, é verdade, mas será que temos novos Chicos e Divaldos? Exceto os imitadores!
Ah!, para concluir nossos esclarecimentos, recomendamos que se algum confrade quiser frequentar uma reunião mediúnica para ouvir e instruir-se (ao vivo) as supostas “mensagens do além”, que trate de estudar as Obras codificadas por Allan Kardec.



A Grande Tarefa do Espiritismo, Amílcar Del Chiaro Filho

 Enquanto muitas pessoas procuram o Espiritismo para resolver problemas triviais da vida, embora reconheçamos que alguns são especialmente dolorosos, não percebem que a grande tarefa do Espiritismo é mostrar a sobrevivência da alma, e a finalidade evolutiva do existir, assim como a orientação ético-moral, emanada do Evangelho de Jesus de Nazaré.
Ao se conscientizar da sobrevivência, o homem, se liberta do terror com que encara a morte. No entanto, o Espiritismo responsabiliza-o, também, pela aplicação do seu aprendizado moral, alargando os horizontes do conhecimento.
Devemos considerar que não é apenas o Espiritismo que ensina a sobrevivência, todas as religiões o fazem, contudo, o Espiritismo dá uma nova dinâmica à imortalidade, tirando-a de uma situação estática, para a dinâmica.
Consideramos, também, que a estrutura doutrinária do Espiritismo, não se limita a pregar a sobrevivência, mas comprova-a através das pesquisas. Ao falar da reencarnação, não a apresenta como um dogma de fé, mas como lei natural.
Quanto ao Evangelho, ele é visto, pelo espiritismo, como um código moral, suscetível de erros, interpolações, adulterações, por isso, seguindo os passos de Allan Kardec, aceitamos sem tergiversações os ensinamentos morais do Evangelho.
É, sobretudo, um livro humano, portanto, com as limitações humanas. Nele, encontramos os maravilhosos ensinamentos de Jesus de Nazaré, juntamente com textos distorcidos ou interessados em defender ideias, nem sempre condizente com o próprio evangelho.
O Espiritismo não pode ficar subordinado a imposições dogmáticas ou aos convencionalismos humanos. Em espiritismo não cabe o crer pelo crer, pois a fé deve ser racional.
Sabemos que para muitos as proposições espíritas são assustadoras. Unir fé e razão, assim como a religiosidade à filosofia e à ciência, e transformar a alma ou espírito em objetos de observações e pesquisas, pode, realmente, desestruturar a mente humana.
Os místicos-religiosos, dificilmente aceitam as ideias espíritas. Aqueles que aprenderam ouvir e aceitar o que lhe dizem, desde crianças, sem questionar, não conseguem entender essa revolução conceptual. Ao contrário disso, aqueles que procuram novos rumos para as suas vidas, certamente encontrarão no espiritismo roteiro seguro para a emancipação do pensamento.
A fé espírita, afirma Herculano Pires, como já dizia Allan Kardec, é iluminada pela razão, mas a razão espírita, por sua vez, é iluminada pela fé, de maneira que não pode ser confundida com a razão céptica. Enquanto esta é espiritualmente estéril, a razão espírita é espiritualmente fecunda, abrindo para a mente humana perspectivas cada vez mais amplas de compreensão do homem, do mundo e da vida.
Amílcar Del Chiaro Filho



ANTÍDOTO À DEPRESSÃO, de Nazareno Coutinho

 

.Por incrível que pareça, com todo o excepcional progresso da ciência nas derradeiras décadas criamos a sociedade dos deprimidos e dos comprimidos, porque no fundo nos sentimos oprimidos. Vivemos uma crise cultural sem precedentes na história deste mundo. Nunca, como hoje, os seres humanos mais sensíveis foram tão atormentados pela percepção de que algo em seu destino não está certo e precisa ser retificado.
Algo terrivelmente incômodo, que muita gente não identifica de modo correto e por isso se debate em inexplicável angústia. O sentimento de desconforto íntimo de numerosos homens e mulheres, velhos e jovens, leva-os nos tempos atuais ao desinteresse pela existência, ao medo do futuro, à renúncia de aspirações justas, ao desânimo em face dos desafios da sorte, enfim, a um abatimento mórbido que recebeu dos especialistas em saúde sonoro nome: depressão.
O seu tratamento, de ordinário, é feito com recursos farmacêuticos. E os resultados, frequentemente, revelam-se como meros paliativos. Desde Hipócrates a Medicina estuda a depressão, chamada em época remota de melancolia. E na verdade sobre ela ainda pouco aprendeu, em que pese os seus respeitáveis conhecimentos em torno dessa doença psíquica.
Modernamente diz-se que há pelo menos três espécies básicas de depressão: a endógena, que se liga a herança genética, a causal, que resulta de fatores traumatizantes de natureza física capazes de produzir perturbações no funcionamento do sistema nervoso, e a relativa, que decorre de conteúdos e problemas psicológicos não resolvidos ( ressentimentos diante da realidade não aceita de mistura com auto piedade etc.).
A análise da depressão em termos etiológicos é complexa, e para os terapeutas dessa enfermidade constitui tarefa difícil saber se os paciente necessita de uma dose de beto-endorfina ou de um passeio em sedutora estância balnearia…
Um remédio preventivo, no entanto, em nosso pensar de leigo, pode e deve ser receitado a todas as pessoas, inclusive àquelas que ainda não apresentam tendências depressivas: trabalho caridoso. Nunca vimos ninguém que se dedique, com real devotamento, a uma atividade de benemerência em favor do próximo, cair em depressão. Falta-lhe tempo para isso e sobra-lhe o contentamento de ser útil.
No caso dos espíritas, que também estão sujeitos a estados emocionais depressivos porque, tanto quanto as demais criaturas, sofrem a opressão dos falsos valores sociais, é recomendável o aproveitamento das oportunidades de serviço nobre oferecidas pelos Centros doutrinários: a atuação desobsessiva, os passes, o aconselhamento ético, consolador e orientativo, os cuidados administrativos, os procedimentos de limpeza que raros se dispõem a executar, as aulas para adultos e crianças, e tantas outras ações generosas de extrema valia para os pobres e os sofredores.
Por menos agradável que se nos afigure o ambiente do Centro Espírita, em virtude da invigilância dos seus diretores às vezes em conflito uns com os outros, ou em razão de deploráveis desvios ideológicos, convém não o abandonarmos a menos que fora dele tenhamos condição de fazer pelos necessitados o bem possível de realizarmos junto aos irmãos de crença. .

Espíritas apenas teóricos, amantes da doce placidez de aposentos domésticos com ar refrigerado, acabam se expondo a riscos indesejáveis.

Todos temos inimigos nas faixas vibratórias do Além, propensos a influir negativamente em nosso ânimo costumeiro, e o que eles mais almejam, para nos solapar a alegria de viver, plantando a semente da depressão em nosso campo mental, é nos afastar do trabalho caridoso e do ambiente doutrinário.

Cientes disso sejamos cautelosos contra a doença da moda, que ataca pobres e ricos, sábios e ignorantes. Não nos iludamos, nesse delicado e movediço terreno, com os recursos clássicos da medicina organicista, porque eles eliminam sintomas sem erradicar o mal pela raiz.

 Ainda que exames de laboratório atestem a ausência em nosso corpo de substâncias químicas humorizantes necessárias , e possamos remediar isso com drogas farmacêuticas por longos períodos de tempo, só o pensamento altruísta, e as emoções resultantes da sua prática, garantem-nos satisfatória saúde psíquica.

A depressão é acima de tudo uma doença da alma, não da matéria. Os seus efeitos reprimidos por comprimidos tendem sempre a reaparecer, e se não colocamos a consciência em harmonia com as leis eternas da vida, que ensinam a solidariedade em todos os domínios da natureza, jamais deles estaremos a salvo.

Como, depois de instalada em nosso ser, a depressão pode se agravar rapidamente, e até nos conduzir a situações patológicas de consequências imprevisíveis, empurrando-nos mesmo para psicoses sutis ou manifestas, é de bom alvitre nos perguntamos se no Centro Espírita mais perto de onde moramos não existe alguma ocupação esperando pelo esforço colaborativo de alguém.



“ESTAMOS EM TRANSIÇÃO PARA UM MUNDO DE REGENERAÇÃO.”


Conforme o entendimento espírita nosso planeta já passou por algumas categorias, como mundo primitivo, e de expiação e provas, e agora estamos em transição para mundo de regeneração.
Por ocasião da passagem de Jesus entre os homens, ele anunciou o final desta era e inicio de outra, com uma transição planetária, comparando essa como separação do joio e do trigo, quando o trigo e o joio estivesse do mesmo tamanho, para que não arrancasse o trigo junto que o joio.
Segundo o Espirito Emmanuel através de Francisco Candido Xavier em o livro, A caminho da luz, essa separação não era negativa para nenhum dos dois, pois como se referiu Jesus a cada um de nós, "que se uma ovelha, caso se perda o pastor coloca essas ovelhas no lugar seguro e vai em busca da desgarrada, para colocar junto as outras.
Essa separação ocorrida em outro planeta, trouxe para a Terra segundo Emmanuel, Espíritos que reencarnaram em nosso planeta somando conhecimento e incentivando o progresso em nosso mundo primitivo, de então, fazendo com que surgissem as lendas do anjos decaídos, ou seja, que viviam beneficiados pelo conforto da ciência, para junto a um planeta ensinar e utilizar as forças da natureza.
Hoje ficamos indignados quando falta energia elétrica em nossa casa mesmo que  por pouco tempo, ficamos indignados pela queda da internet em nossos computadores, a poucos anos atrás (somente a 23 anos) nem tínhamos computadores em casa, para ser auxiliar de escritório tínhamos que ter curso de datilografia, meu filho nunca viu uma maquinha de datilografia, a  quinze anos atrás celular era luxo que custava em torno de 30 salários mínimo.
E cada dia mais e mais estamos dependentes dos avanços da tecnologia, e de repente isso tudo pode mudar, e ficarmos sem, tornaremos os novos injustiçados falar que víamos na luz, e fomos expulso do céu para a terra. E este mundo tomara cara de perfeição, do céu, do paraíso, do Édem?
– Estamos nos tornando viciados em tecnologia para nos apartarmos dela?
– Como irei comportar-me em um mundo primitivo?
–Isso então seria um retrocesso? Os Espíritos retrocedem?
Do ponto de vista material seria um retrocesso tecnológico pois não teríamos a nossa disposição uma indústria, e um conjunto sucessivo de descobertas para assegurar  o conforto deste momento, mas levaremos conosco em nosso inconsciente todos as aquisições de nosso intelecto de forma a despontar intuitivamente e tendenciosamente, e nos impulsionara a superação, de forma que ao superarmos possamos ser colaboradores com o progresso no planeta que nos encontrar, deixando nossa marca como seus colaboradores, assim como outros o fizeram em nosso planeta, da mesma forma as aquisições morais, ai ao levaremos o conceito de religiosidade de acordo com o nosso conhecimento moral.
Nada se perde o que irá depurar-se será o nosso olhar, e dilatar-se-á em nós o nosso conceito de casa e lar, e entenderemos o conceito real de família universal.
Pois se ficarmos na Terra por termos nos tornado Espíritos Regenerados , mais deixaremos para trás os nossos amados e queridos que não se regeneraram?
Claro que não pois o amor une-nos e isso será um fato novo, teremos um novo lar, uma nova escola para trilhar, pois com certeza iremos imergir por amor e em nome do amor, para os nossos, e criaremos novos laços de que se reafirmaram, iremos cuidar nossos irmãos mais novos e seremos seus irmãos mais velhos, fundaremos novas colônias, pois assim se revela o plano divino em nossas vidas reencarnamos para que assumamos o papel na obra de criação, de evolução do universo.
Este momento ele é crucial para cada um de nós, pois precisamos aproveitar este celeiro de ensinos de tecnologia, assimilar os avanços da ciência e sobretudo equiparmos moralmente, pois se assimilarmos tudo que a tecnologia nos oferece e nos tornarmos dependente, deles nos legará ao apego, que nos entravará o crescimento onde quer que estejamos, e se não equiparamos em moral estaremos carimbando o passaporte para o exílio.
Abençoa este dia de hoje na qual está neste planeta azul nesta escola abençoada.
Aproveita e reconcilia-te com teu irmão enquanto está a caminho com ele, antes que ele te entregue ao juiz de sua consciência, e sua consciência o entregue a prisão, pois quem perdoa liberta-se, enquanto encarcera-se quem vive de rancor e magoa.
Ame a todos indistintamente.
Olhe a lição do dia o sol nasce para justos e injusto, iluminando-os , ilumine a todos com seu sorriso contagie o mundo com sua alegria.
No momento em que a noite é mais escura e fria é que desponta o novo dia, o amanhecer, neste momento em que vivemos os constantes escândalos de corrupção, de crimes, é o aviso de que chega o amanhecer...
Não percas tempo com o que ilusório e concentre-se no real e no ideal...
Este é o momento mais importante por isso ame. Ame-se.
Publicado por Verônica D'amore.



Quanto Tempo Demora para o Espírito se Desligar do Corpo, por Ocasião de sua Morte Física?


Morte física e desencarne não ocorrem simultaneamente. O indivíduo morre quando o coração deixa de funcionar. O Espírito desencarna quando se completa o desligamento, o que demanda algumas horas ou alguns dias.
Basicamente o Espírito permanece ligado ao corpo enquanto são muito fortes nele as impressões da existência física.
Indivíduos materialistas, que fazem da jornada humana um fim em si, que não cogitam de objetivos superiores, que cultivam vícios e paixões, ficam retidos por mais tempo, até que a impregnação fluídica animalizada de que se revestem seja reduzida a níveis compatíveis com o desligamento.
Certamente os benfeitores espirituais podem fazê-lo de imediato, tão logo se dê o colapso do corpo. No entanto, não é aconselhável, porquanto o desencarnante teria dificuldades maiores para ajustar-se às realidades espirituais.
O que aparentemente sugere um castigo para o indivíduo que não viveu existência condizente com os princípios da moral e da virtude, é apenas manifestação de misericórdia. Não obstante o constrangimento e as sensações desagradáveis que venha a enfrentar, na contemplação de seus despojes carnais em decomposição, tal circunstância é menos traumatizante do que o desligamento extemporâneo.
Há, a respeito da morte, concepções totalmente distanciadas da realidade. Quando alguém morre fulminado por um enfarte violento, costuma-se dizer:
"Que morte maravilhosa! Não sofreu nada!"
No entanto, é uma morte indesejável.
Falecendo em plena vitalidade, salvo se altamente espiritualizado, ele terá problemas de desligamento e adaptação, pois serão muito fortes nele as impressões e interesses relacionados com a existência física.
Se a causa da morte é o câncer, após prolongados sofrimentos, em dores atrozes, com o paciente definhando lentamente, decompondo-se em vida, fala-se:
"Que morte horrível! Quanto sofrimento!"
Paradoxalmente, é uma boa morte.
Doença prolongada é tratamento de beleza para o Espírito. As dores físicas atuam como inestimável recurso terapêutico, ajudando-o a superar as ilusões do Mundo, além de depurá-lo como válvulas de escoamento das impurezas morais.
Destaque-se que o progressivo agravamento de sua condição torna o doente mais receptivo aos apelos da religião, aos benefícios da prece, às meditações sobre o destino humano. Por isso, quando a morte chega, ele está preparado e até a espera, sem apegos, sem temores.
Algo semelhante ocorre com as pessoas que desencarnam em idade avançada, cumpridos os prazos concedidos pela Providência Divina, e que mantiveram um comportamento disciplinado e virtuoso. Nelas a vida física extingue-se mansamente, como uma vela que bruxuleia e apaga, inteiramente gasta, proporcionando-lhes um retomo tranquilo, sem maiores percalços.
Do nosso irmão Richard Simonetti, do livro Quem Tem Medo da Morte 


Bilhões de Espíritos Disputam Vaga por um Corpo Físico


  Neste período de transição planetária em que vivemos, a Fila da Reencarnação está enorme. Bilhões de Espíritos disputam vaga por um corpo físico… Algumas seitas sempre falam no fim do mundo, no final dos tempos. O Espiritismo explica que estamos vivendo um período de transição. Deixaremos de ser um mundo de Prova e Expiação para sermos um mundo de Regeneração.
  Temos até casos ocorridos no nosso Grupo: “Um Irmão desencarnado, depois de bater em muitas portas, não conseguindo êxito, manifestou-se pedindo desesperadamente ajuda, fato que tocou o coração de uma Irmã, presente nos Trabalhos, que se prontificou recebê-lo como Filho. O fato tornou-se realidade, Ele Reencarnou na Casa dela e hoje está com mais ou menos 12 anos.
  A fila para reencarnar está enorme. Bilhões de espíritos esperam pela oportunidade de um corpo físico. A estimativa é de que haja em torno de 30 bilhões de espíritos na Terra, entre encarnados e desencarnados. Há espíritos que não reencarnam há séculos, e precisam apressar-se se quiserem permanecer no planeta. Os que não se adequarem às novas diretrizes serão deportados…
  Os avós paternos e maternos do seu pai e os avós paternos e maternos da sua mãe, mais os pais do seu pai e os pais da sua mãe, mais seu pai e sua mãe.
  Se os avós de seus pais (os seus bisavós) dependerem de você para nascer, são 8 espíritos disputando uma vaga e meia. Viu como isso vai longe?
   Um outro tipo de vida nos espera, com mais responsabilidades, com participação direta sobre os destinos daqueles que nos são caros e que ficaram para trás.
   Ao longo de séculos e milênios, vamos formando afeições e vínculos de toda espécie com muitos espíritos. Formamos grandes grupos, sobre os quais exercemos influência e pelos quais somos influenciados. Uns progrediram mais, outros menos, alguns estacionaram há tempo.
   Não conseguiremos usufruir de uma condição melhor sabendo que seres de quem gostamos estão afastados de nós por tempo indeterminado.
   Também não deve ser agradável constatar que espíritos com quem não simpatizamos estão numa situação muito difícil graças, em parte, aos erros que cometemos em relação a eles no passado.
   Que vamos demorar para reencarnar é praticamente certo. Por mais que isso pareça apocalíptico, é hora de abandonarmos questões vãs, mágoas, recalques, ódio, sentimento de vingança, ambição desmedida, desejo exacerbado. Tudo o que nos ligue à animalidade é sempre prejudicial, mas num período como o que vivemos não é só prejudicial, é decisivo.
    Nosso maior esforço será em relação ao nosso próximo. Todos nós conhecemos pessoas que não são exatamente elevadas mas pelas quais temos algum sentimento que fará com que nos responsabilizemos por elas.
    Não temos mais tempo para brincadeiras. Não podemos mais nos dar ao luxo de nutrir magoazinhas ridículas. Se realmente levarmos alguns séculos para reencarnar novamente, encontraremos este planeta mudado.
  Serão outros valores, outros padrões de pensamento e comportamento para com o próximo.



Como são Definidos os Pais antes da Reencarnação? Há Encontros Espirituais Prévios entre Pais e Filhos?


Enquanto o reencarnante se prepara, os guias da reencarnação escolhem quem devem ser os seus futuros pais na Terra.
Se todos estiverem ligados por laços de simpatia ou, pelo menos, de neutralidade de sentimentos, não haverá grande problemas a serem resolvidos e tudo será fácil quanto ao nascimento do Espírito, na Terra.
Mas, se o reencarnante e os futuros pais tiverem problemas de antipatia ou ódio, resultantes de desentendimentos anteriores, em outras vidas, torna-se necessário uma série de providências, entre as quais a de promover encontros, entre eles, de reconciliação, até chegar-se a um nível de entendimento - senão de reconciliação total, pelo menos de arrefecimento do ódio, que lhes permitam aceitar-se mutuamente, como membros de uma futura família na Terra.
Estas reuniões de reconciliação são realizadas no plano espiritual, sob a supervisão dos responsáveis por aquele processo de reencarnação e os futuros pais comparecem, em espírito, enquanto seus corpos estão adormecidos na Terra e, ao despertarem do sono, normalmente não se recordam de nada do que ocorreu com eles, enquanto seus corpos dormiam.
Se os futuros pais já viverem na Terra mas, jovens, ainda não se conhecerem, os guias espirituais providenciam para que venham a se conhecer ("por acaso"), simpatizem e decidam-se pelo casamento.
Porém, muitas vezes, estes jovens são, sem o saberem conscientemente, desafetos de vidas anteriores e, para evitar que ao se encontrarem, venham a sentir uma antipatia instintiva e mútua, o que os distanciaria da ideia de casamento, os guias espirituais os magnetizam, para que não possam sentir o antagonismo existente.
Nesse clima ameno, de romance, resultante dos eflúvios magnéticos, passam o período do noivado e casam.
Normalmente, nesses casos, os noivos não escutam as opiniões dos parentes que, por não estarem sob a mesma influência magnética, veem a situação de outro ângulo e acham que aquele casamento não pode dar certo, isto segundo o critério de sucesso ou de insucesso adotado pelos homens.
Pode acontecer que o planejamento de uma reencarnação seja feito com bastante antecedência, enquanto os que irão constituir aquele futuro núcleo familiar ainda estejam vivendo no mundo espiritual.
Os guias da reencarnação providenciam, neste caso, para que primeiro renasçam os que vão receber, na Terra, a missão de paternidade para que, no devido tempo, o reencarnante inicie a sua existência terrena como seu filho.
Chega, finalmente, a época em que o reencarnante vai renascer na Terra.
Assim, como nos despedimos de nossos amigos, ao transferirmos residência para outra cidade ou encetarmos uma viagem demorada, ele também, que vai partir para a viagem da reencarnação na Terra, despede-se dos Espíritos cuja amizade conquistou.
E, consciente da responsabilidade que vai assumir por receber um corpo físico, que deverá usar com muito cuidado, pede que, enquanto estiver na Terra, o auxiliem constantemente, fazendo-o recordar-se, embora imprecisamente, pelos canais da intuição, do mundo espiritual de onde vai partir.
Os Espíritos amigos o encorajam e prometem velar por ele e, conforme o grau de amizade que os une, às vezes realizam até reuniões de confraternização, com a presença de todos os amigos do reencarnante.
É a festa de despedida para quem vai iniciar uma peregrinação pela escola terrena.
Chegando o dia do início da reencarnação propriamente dita, quando o Espírito deverá ser ligado ao ventre de sua futura mãe, na Terra, ele, cujo corpo perispiritual apresenta a forma e tamanho de uma pessoa adulta, é conduzido pelos guias da reencarnação, ao seu futuro lar na Terra, onde irá renascer como criança.

FONTE:Grupo Promotor de Estudos Espíritas - SP


Reencarnação e Alma dos Animais, por Chico Xavier

 

Os animais possuem alma, estão em caminhos de evolução. Chico Xavier nos deixou esta linda mensagem sobre nossos irmãos menores, os animais.

Os cães como todos os seres viventes, possuem alma e segundo nosso irmão Chico Xavier, se tratados com respeito, amor e carinho, podem após seu desencarne, ainda permanecer até 4 anos ao lado de quem tanto lhe deu amor. É uma forma de não sofrerem com a separação. Mas eles voltam ter a mesma vitalidade de quando eram filhotes.
Quem já perdeu um amigo, fique sabendo que ele continuou ou continua ao seu lado, com a mesma felicidade de sempre!!!
Os animais, diferentemente, do homens, não possuem o tempo da erraticidade (intervalo mais ou menos longo entre uma encarnação e outra). Quando morrem, quase que instantaneamente, sua alma ou energia vital é atraída, magneticamente e por afinidade para mais um processo de encarnação.
Dessa forma, de pouquinho em pouquinho, vai progredindo. Devemos lembrar que a lei do progresso é um dos princípios fundamentais da doutrina espírita. A alma de alguns animais podem, a exemplo dos cachorros, retornar rapidamente para seu dono, através de outro que nasça.
isso ocorre, somente, por merecimento e mérito nosso. Isso nos leva a entender que assim como nós seres humanos que buscamos a evolução em direção a Jesus, também os animais buscam a evolução em direção à nós.
A energia vital que os habita sente as experiências vividas e apreende as sensações que lhes é como as nossas provas e expiações. O resultado é a progressiva evolução entre os reinos animais e as personalidades únicas evidenciadas pelos diferentes animais e suas características. 

Veja um relato bem interessante sobre Chico Xavier e sua cadelinha boneca:


Chico Xavier tinha uma cachorra de nome Boneca, que sempre esperava por ele, fazendo grande festa ao avistá-lo. Pulava em seu colo, lambia-lhe o rosto como se o beijasse. O Chico então dizia:
 – Ah Boneca, estou com muitas pulgas !!!!
 Imediatamente ela começava a coçar o peito dele com o focinho. Boneca morreu velha e doente. Chico sentiu muito a sua partida. Envolveu-a no mais belo xale que ganhara e enterrou-a no fundo do quintal, não sem antes derramar muitas lágrimas.
Um casal de amigos, que a tudo assistiu, na primeira visita de Chico a São Paulo, ofertou-lhe uma cachorrinha idêntica à sua saudosa Boneca. A filhotinha, muito nova ainda, estava envolta num cobertor, e os presentes a pegavam no colo, sem contudo desalinhá-la de sua manta.
A cachorrinha recebia afagos de cada um. A conversa corria quando Chico entrou na sala e alguém colocou em seus braços a pequena cachorra. Ela, sentindo-se no colo de Chico, começou a se agitar e a lambê-lo.
– Ah Boneca, estou cheio de pulgas!!! Disse Chico.
A filhotinha começou então a caçar-lhe as pulgas, e parte dos presentes, que conheceram a Boneca, exclamaram:
– Chico, a Boneca está aqui, é a Boneca, Chico!! Emocionados perguntamos como isso poderia acontecer. Chico respondeu:
– Quando nós amamos o nosso animal e dedicamos a ele sentimentos sinceros, ao partir, os espíritos amigos o trazem de volta para que não sintamos sua falta. É, Boneca está aqui, sim, e ela está ensinando a esta filhota os hábitos que me eram agradáveis.
Nós seres humanos, estamos na natureza para auxiliar o progresso dos animais, na mesma proporção que os anjos estão para nos auxiliar. Por isso, quem maltrata um animal vai contra as leis de Deus, porque Suas leis são as leis da preservação da natureza. E, com certeza, quem chuta ou maltrata um animal é alguém que ainda não aprendeu a amar.
Fonte – O Reformador


  BENZEDORES E CURADORES NA VISÃO ESPÍRITA.


O “dom de curar” de que nos fala Paulo de Tarso. O insigne apóstolo de Jesus, independe do indivíduo que o possui. Só determinadas pessoas têm a faculdade de curar. Muitos desejariam possuí-la e não conseguem, enquanto outros a possuem bem a contragosto. Ainda mais; é um dom intransferível. Dizia um curador: “De muitos irmãos que tive, só eu saí curador. Debalde ensinou aos outros meu pai, que também era benzedor”.
É necessário dizer que os benzedores e curadores do interior não são mais que médiuns curadores. as causas que promovem a cura são as mesmas em todos os médiuns dessa espécie. Os eflúvios magnéticos-mediúnicos emitidos pelo curador, sobretudo das mãos, contribuem de maneira decisiva para os resultados. Doenças dificilmente curáveis ou mesmo consideradas incuráveis com os recursos da Medicina clássica, cedem rapidamente com os eflúvios ódicos de determinados indivíduos. As palavras propriamente, as rezas têm naturalmente valor secundário em todos os casos. servem apenas para fixar a atenção e a vontade do curador durante a operação.
Os processos, entretanto, variam de um para outro. cada um tem o seu sistema. Alguns fazem determinada oração em voz baixa e não revelam o segredo das suas palavras a ninguém. Outros não fazem mistério disso e ensinam as suas rezas a quem quiser aprendê-las.
Um detalhe mais ou menos comum a todos é que “rezam” fazendo cruz com a mão aberta sobre a parte afetada, o que corresponde à aplicação do passe mediúnico. Alguns há que utilizam um ramo de determinado arbusto, na crença de que o mal se transfere para a planta.
No interior contam-se os mais extraordinários feitos dos curadores, o Dr. H. de Irajá, no seu livro “Feitiços e Crendices”, refere que em Santa Maria – RS, o Dr. Astrogildo teve em sua casa alguém com grave dermatose, a que vulgo chama “cobreiro”.
Como médico, fez tudo que a Medicina recomenda, sem resultados. Vieram os colegas, e nada de melhora. Dizia a criada da casa:
– Se o doutor deixasse, eu trazia um benzedor.
– Qual benzedor, qual nada! Acredito lá nessas asneiras… – dizia o doutor.
Os remédios sobravam. Era remédio para pingar, remédio para tomar, remédio para passar. Mas o cobreiro aumentava cada dia. A criada continuava a dizer: 
– Se o patrão deixasse, eu trazia o “seu” Pedro, benzedor, e o cobreiro corria”.
Uma noite o Dr. Astrogildo, já desanimado, depois de examinar a doente com febre alta, gritou para os de casa:
– E porque não experimentam esse tal de benzedor?
No dia seguinte o homem veio e “rezou”. Quiseram dar-lhe dinheiro. Não quis e saiu rindo. Nessa noite a febre não voltou; na manhã seguinte as bolhas tinham secado, e, dois dias depois, a doente estava boa. Mas o Dr. Astrogildo nunca acreditou em benzeduras.
As façanhas dos benzedores e curadores de vários matizes correm mundo. Os curadores de cobra etc. – são outras variantes de médiuns curadores. Quem não ouviu falar dos curadores de bicheiras. tão conhecidos nos sertões? É verdadeiramente extraordinário o efeito magnético-mediúnico de certos curadores. As larvas que se alimentam das carnes caem aos punhados, inanimadas mortas, logo após a “reza” do curador.
Contam-se coisas extraordinárias de curadores de picada de cobra. No crato (Ceará) havia um curador de cobra famoso. Certa vez um cavalo puro-sangue, propriedade de um abastado chefe local, foi mordido por uma cobra venenosa. Só depois de muita procura, encontraram o curador bebericando com alguns amigos.
– Ainda respira bem o animal?
– Perguntou ele.
– Ainda – responderam-lhe.
– Bem, levem o meu chapéu e ponham sobre ele, que irei daqui a pouco.
O curandeiro, apesar da insistência do dono do animal, demorou ainda duas horas. Quando ele chegou, o animal,  com os olhos injetados de sangue, respirava com dificuldade. Dir-se-ia que pouco tempo tinha de vida. O curandeiro aproximou-se do cavalo, abriu-lhe a boca murmurou algumas palavras e deu-lhe uma cusparada no fundo da garganta. Tirou o chapéu que estava sobre o animal, deu-lhe um pontapé na barriga, e disse: levanta-te bruto!
O animal levantou-se quase de um salto. 
– Deem-lhe água e deixem-no descansar hoje. Amanhã já pode ser montado!
Os estudiosos de Psiquismo sabem o que significa a providência inicial do curador, mandando colocar em cima do animal o próprio chapéu. eles sabem,  por experiência própria, que os objetos de uso pessoal do curador acumulam fluidos altamente curadores, e no caso acima o chapéu serviu de neutralizador do veneno ofídico.
Para bem compreendermos tais fatos teremos de nos valer dos estudos do barão  de Reichenbach, do Coronel de Rochas, Durville, Luys, Baraduc e tanto outros que se ocuparam das radiações e dos eflúvios magnético-mediúnicos, que, sem dúvida, serão um campo vastíssimo de observações da medicina espiritualista.




Melindre na Casa Espírita – A Síndrome do Orgulho Ferido

Sem volteios, sem rebuscamentos, sem rodeios e sem metáforas, melindre quer dizer mesmo orgulho ferido, egoísmo contrariado, vez que não há um autor sequer consultado e que se propõe analisar a questão fora os dicionários que não afirme peremptoriamente que o melindre não seja um sentimento filho direto do orgulho, usando da síntese de um ilustre espírito-espírita.
Tenhamos presente que uma célula da sociedade humana das mais representativas é a casa espírita, onde, lastimavelmente, também grassam interesses pessoais, desejos de destaque, arroubos de sabedoria, vaidades e tantos outros sentimentos iguais. Daí porque, quando menos se espera, surge o melindre...
É o médium que não se conforma com a análise direta feita por companheiros estudiosos, quando ele, ao receber os Espíritos, bate os pés, as mãos, fala alto demais, repetitivamente, com linguagem às vezes inadequada, etc. Melindra-se e não aceita as observações e conselhos, retirando-se do trabalho ou isolando-se na crítica à casa e seus dirigentes.
É o expositor que não cumpre os horários, nem o programa, que desvia sempre do assunto da palestra ou da aula, descambando para análises outras, não raro pessoais ou sem importância doutrinária, e que não aceita as recomendações da direção de manter-se fiel ao programa ou à conduta em classe ou na tribuna, melindrando-se com facilidade, afirmando que “nessa etapa da vida” não está mais para ouvir críticas “especialmente de quem sabe menos e é muito mais moço...”
É o dirigente de área na casa que se julga autossuficiente em tudo e não aceita conselhos e recomendações para melhoria do setor, ameaçando retirar-se, entregar o cargo, exigindo se promova reunião de diretoria para ouvir suas reclamações.
É o diretor que tem sua proposição refugada e se sente desprestigiado, desaparecendo das reuniões e das assembleias.
É até mesmo o doador de donativos, cujo nome foi omitido nos agradecimentos, magoando-se e fugindo a novas colaborações.
E assim por diante...
O que se ouve, em todos os exemplos citados, é mais ou menos o seguinte: “Não entendo o porquê de tanta injustiça comigo, tanta ingratidão... logo eu, que tanto fiz, que tanto dei de mim, que tanto ajudei...”, seguido de lamentações e, não raro, até de choro, entremeado de rasgos de vítima do mundo e de todos.
O erro está, neste caso, em o melindrado esperar (e até exigir) gratidão de todos pelo trabalho que ele desenvolveu na Casa, confundindo obrigações com favores. Ora, obrigações não implicam de modo algum em gratidão, muito especialmente se levando em conta que quem as assume, o faz livremente.
Daí, quando contrariado, ferido em seu orgulho pessoal, julga-se vítima de ingratidão, de injustiça e ameaça retirar-se, quando não se esquiva definitivamente.
Há mais uma agravante no fato que envolve o trabalhador descuidado: o melindre “propele a criatura a situar-se acima do bem de todos. É a vaidade que se contrapõe ao interesse geral.
Assim, quando o espírita se melindra, julga-se mais importante que o Espiritismo e pretende-se melhor que a própria tarefa libertadora em que se consola e esclarece.” (...) “Ninguém vai a um templo doutrinário para dar, primeiramente. Todos nós aí comparecemos para receber, antes de mais nada, sejam quais forem as circunstâncias.”
Assiste razão integral ao preclaro Irmão X, a afirmar que “os melindres pessoais são parasitos destruidores das melhores organizações do espírito. Quando o disse-me-disse invade uma instituição, o demônio da intriga se incumbe de toldar a água viva do entendimento e da harmonia, aniquilando todas as sementes divinas do trabalho digno e do aperfeiçoamento espiritual.”
Muita vez, uma opinião diversa da sua pode ser de grande auxílio em sua experiência ou negócio, se você se dispuser a estudá-la.
Contra os vermes corrosivos do egoísmo, da vaidade e do orgulho (ferido ou não!), recomenda-se o uso do antisséptico da Boa Nova, distribuído altruisticamente por Jesus, quando nos exorta:
Se alguém quiser alcançar comigo a luz divina da ressurreição, negue a si mesmo, tome a cruz dos próprios deveres, cada dia, e siga os meus passos.”
Mesmo que de forma inconsciente, esse tipo de pessoa se julga mais inteligente que todas as outras ou, quem sabe, o único “iluminado” por Deus para ver a verdade. No caso ele deve estar pensando que todos os espíritas brasileiros, estimados em cerca de vinte milhões, são idiotas o bastante para serem enganados pelo diabo, que se passa por espíritos de familiares, guias, etc. Merece toda a nossa comiseração.
Na afirmação de que o “diabo” conhece o presente e o passado, sorrateiramente excluiu o conhecimento do futuro, pois implicaria em colocá-lo em pé de igualdade com Deus, pois, ao que sabemos, somente Ele tem conhecimento pleno de tudo. Mas que Deus é esse que, mesmo tendo pleno poder, deixa o diabo vir enganar-nos sem permitir que os “anjos” venham, por sua vez, nos ajudar? Esse, certamente, não é, de forma alguma, o nosso Deus! Os espíritas possuem um Deus-Pai, não o ser insensível que vê milhares e milhares de filhos se perderem pela astúcia do diabo, “que veio para matar, roubar e destruir” e, mesmo podendo, não faz nada para mudar essa situação. É com isso que ficamos perplexos. E, como se diz popularmente: tô fora!
Percebemos que a “lavagem cerebral” é, devemos reconhecer, bem feita, pois segue fielmente as orientações de seus líderes. É por conta disso que muitos “morrendo de medo do inferno” deixam de fazer o mal, apenas por “tremer” a Deus, quando, ao contrário, deveriam fazer o bem por amá-Lo.
Paulo da Silva Neto Sobrinho




Existe Mau Olhado?

“Algumas pessoas dispõem de grande força magnética, de que podem fazer mau uso, se maus forem seus próprios espíritos, caso em que possível se torna serem secundadas por outros espíritos maus”. (Allan Kardec, “O Livro dos Espíritos” - Pergunta 552)

É um fenômeno anímico, dado que é uma atividade do espírito encarnado. Pode, no entanto, contar, eventualmente, com a colaboração ou envolvimento de espíritos desencarnados, tanto secundando aquele que quer ajudar com pensamentos positivos de vitalidade e harmonia, como aquele que deseja destruir.
Não há, portanto, mau-olhado no sentido de que um simples olhar possa fazer murchar uma planta ou adoecer uma pessoa; há, contudo, sentimentos desarmonizados que, potencializados pela vontade consciente ou inconsciente, acarretam distúrbios consideráveis em pessoas, animais e plantas.
O pensamento é a mais poderosa energia no universo e circula por um sistema perfeito de vasos comunicantes, através de toda natureza. Segundo as intenções sob as quais é emitido, tanto pode construir como destruir. Dar vida, como retirá-la. Nada mais que isso.
Seria muito bom que toda a gente soubesse que, assim como o amor tem a sua resposta e desencadeia uma reação positiva que retorna ao que ama, o mal também dispara um mecanismo que tanto o leva ao seu alvo como traz de volta ao emissor a resposta correspondente.
Um dia todos nós vamos entender que não é inteligente ser mau. E então, não haverá mau-olhado.
Hermínio C. Miranda


Cremação: Uma Questão de Economia, Carlos Augusto P. Parchen



2ª Parte

3 - Como o Espírito Controla o Corpo Morto?
Em seguida, eles prender o corpo sutil em uma teia de frequências negros. Isto impede a livre circulação do corpo sutil e, assim, cria obstáculos em seu caminho para a frente na vida após a morte. Depois de algum tempo, muitos fantasmas se juntar ao ataque no corpo sutil, criando novas espirais de frequências preto e levá-lo sob seu completo controle. Desta forma, os fantasmas ganhar sistematicamente o controle sobre o corpo morto e o corpo sutil do ancestral partiu.
A informação dada abaixo, juntamente com os desenhos baseados em sutil conhecimento foram fornecidos pela Sra. Anjali Gadgil, um candidato em SSRF com um sexto sentido muito avançado. As informações e os desenhos com base em sutil conhecimento foram obtidos a partir da Mente Universal e Intelecto e mostrar a seqüência exata dos eventos sutis quando uma pessoa é: Cremado ou Enterrados
4. A cremação de um Corpo
A cremação é a prática de dispor de um cadáver através da queima.
No início, é importante notar que a cremação deve ser feito com a maior brevidade e, de preferência antes de anoitecer. Se a pessoa morreu durante a noite, então pode-se esperar até a manhã para realizar a cremação. Ao acelerar o próprio processo de funeral, minimizamos o impacto sobre o corpo morto por fantasmas (demônios, diabos, energias negativas, etc.)
O seguinte é a sequência de eventos que foram observados:
Durante a cremação (com o efeito do princípio fogo absoluto (Tējtattva), juntamente com a recitação específicos mantras , os cinco energias vitais , energias vitais sub-excretoras e gases no corpo são expelidos e desintegrado na atmosfera.
Como o corpo está queimando, uma capa protetora sutil forma em torno do corpo, devido ao Princípio de incêndio Absoluto e mantras , protegendo-o de qualquer ataque por fantasmas.
Devido à desintegração completa das cinco energias vitais e energias vitais de qualquer sub-subtil-laço que o corpo tinha subtil com o corpo é quebrado.
O Princípio de incêndio Absoluto e mantras também limpar o corpo sutil de qualquer Raja-Tama frequências e fornecer uma capa protetora em torno dele.
Como resultado, o sutil do corpo, já purificado de Raja-Tama frequências torna-se mais leve e mais sattvik . Isso aumenta o ímpeto em sua jornada para a frente para fora do plano da Terra.
Efeito da cremação. Uma análise rápida da cremação mostra que atende a todos os critérios para a eficácia de um rito funeral.

5. Enterro
Caixão (caixão) fabricantes geralmente fabricar caixões com soldas sem costura e juntas de borracha. Esses caixões são conhecidos como ‘caixões lacrados “. Os caixões são feitos de tal forma, de modo a impedir a entrada de água, solo e ar. No entanto, eles também ter sucesso na captura de todos os gases de excreção no caixão. A pressão sutil no caixão aumenta à medida que as frequências angustiantes que emanam do cadáver materializar dentro do caixão e se transformam em uma bainha preta em torno do corpo. Este processo de materialização gera aflitivas, atrito, frequências quentes. Estas frequências gerar um som angustiante sutil que atrai fantasmas (demônios, diabos, energias negativas, etc.)
Os fantasmas entrar no caixão e ganhasse controle sobre as cinco energias vitais , energias sub-vitais e iniciar o carregamento do cadáver com uma cobertura de energia negra. Como o corpo está enterrado ao lado da terra, atrai frequências angustiantes da região de Hell ( Patal ) que formam uma cúpula de acordes freqüência preto sobre o cadáver. Ghosts usar o controle que eles têm sobre o corpo denso, cinco energias vitais e energias sub-vitais para ter acesso ao corpo sutil. Com o tempo, com a inundação de energia negra por fantasmas, o peso do corpo sutil também aumenta. O corpo sutil é puxado em direção ao caixão e fica preso nele e sucumbe aos ataques dos fantasmas.
À medida que os corpos sutis do enterrado são presos na região da Terra a probabilidade de se tornarem fantasmas é mais do que naqueles onde o corpo é cremado. Mesmo que a pessoa levou uma vida relativamente boa quando vivo, apenas pelo simples ato de sepultamento, sua probabilidade de se tornar um fantasma muito contra sua própria vontade aumenta manifold. Sob a influência de outros fantasmas, ele é forçado a cometer atos onde seus deméritos subir relegando-lo ainda mais para as regiões inferiores do Universo.

6. A perspectiva ambiental da cremação contra sepultamento
Em face do que o rito fúnebre do enterro de uma pessoa em uma mortalha ou deixar corpos sejam comidos por abutres pode parecer ser mais eco-friendly do que o enterro em um caixão ou crematório ou pira funerária. No entanto, ao escolher o caminho que queremos que nossos ritos funerários feito não pode ser encarado puramente do ponto de vista ambiental. Há outras considerações espirituais, como o ataque de fantasmas. Excluindo-se o reino espiritual em nossa tomada de decisão sobre o rito funeral de escolher e por manter o corpo intacto aumenta drasticamente as chances de nosso partido para ser atacado por fantasmas.

7. Em síntese
Fora de todos os tipos de ritos funerários para deixar ir de um corpo, comprometendo-se a cremação é o mais benéfico. Pessoas que viveram relativamente boas vidas, pelo próprio ato de sepultamento aumentar o risco de se tornar fantasmas em vida após a morte. Às vezes, estão ligados à forma de rito funeral que a nossa cultura está acostumado. No entanto, as repercussões espirituais do enterro e sendo consumidos por abutres precisa ser pesado contra o apego psicológico por um determinado rito funeral.
Carlos Augusto P. Parchen

1ª Parte
Adeptos de todas as seitas estão optando pela operação crematória. Seus partidários fundam-se em diversas considerações. Para alguns está ligada a fatores sanitários, sendo que alguns cemitérios podem estar causando sérios danos ao meio ambiente e à qualidade de vida da população, enquanto que para muitos usuários do crematório o processo diminui os encargos básicos econômicos, entre eles, a manutenção da tumba.
Atualmente, o Brasil conta com cinco áreas crematórias e está em fase de expansão. A área da Vila Alpina, na cidade de São Paulo, foi fundada em 1974. É a primeira área crematória do país e conta com quatro fornos importados da Inglaterra. Pertence à Prefeitura Municipal e leva o nome do seu idealizador, dr. Jayme Augusto Lopes. As outras três áreas são particulares e estão localizadas na cidade de Santos, no Estado do Rio de Janeiro, no Estado do Rio Grande do Sul e no Estado de Pernambuco, em Olinda..
Segundo a Lei, a cremação só será efetuada após o decurso de 24 horas, contadas a partir do falecimento e, desde que sejam atendidas as exigências prescritas. A prova relativa à manifestação do falecido em ser cremado deve estar consistente de Declaração de documento público ou particular.
As cinzas resultantes da cremação do corpo serão recolhidas em urna individual e a família dará o destino que o falecido determinou. Muitos países já contam com Jardins Memoriais e edifícios chamados “Columbários”, com gavetas para serem depositadas as urnas com as cinzas dos falecidos podendo ser visitadas por parentes.
Kardec, o codificador disse: “O homem não tem medo da morte, mas da transição”.
À medida que houver amadurecimento e compreensão para a extensão da vida, o ser humano saberá valorizar cada momento da vida terrena e devotará ao corpo o devido valor que ele merece. Através do corpo, o espírito se ilumina. Resgata-se o passado, vive-se o presente e prepara-se o futuro. No desencarne é restituída a liberdade relativa ao espírito enquanto o corpo permanece na Terra com outros bens materiais.
O espírito preexiste e sobrevive ao corpo. Tanto inumação como cremação são formas de acomodar o cadáver. Expressam o livre arbítrio de cada um. Os dois processos destroem o corpo. Para se optar pela cremação é necessário haver um certo desapego aos laços materiais e mesmo com a inumação, caso o espírito não estiver devidamente preparado, poderá sofrer os horrores da decomposição. Quanto mais o espírito estiver preparado moralmente, menos dolorosa será a separação. (Revista Cristã de Espiritismo – Nº 06 – Ano 01)

A Visão Espírita Sobre a Cremação

O fogo passou a ser utilizado pelo homem na Idade da Pedra Lascada e, pela sua pureza e atividade, era considerado pelos Antigos como o mais nobre dos elementos, aquele que mais se aproximava da Divindade. Com a eclosão da religiosidade, o ser humano foi descobrindo que havia algo entre o Céu e a Terra e o fogo passou a ser utilizado em rituais religiosos.
Predominava a crença que ao queimar o cadáver, com ele seriam queimados todos os seus defeitos e ao mesmo tempo a alma se libertaria definitivamente do corpo, chegando ao céu purificada e não retornaria à Terra em forma de “aparições” assustando os vivos.
1. Introdução
Todos os anos mais de 50 milhões de pessoas morrem em todo o mundo. As duas principais formas de ritos funerários adotados pela maioria são ou cremação ou o enterro. O parses (zoroastrianos), em Mumbai, na Índia, uma pequena comunidade, deixe seus mortos em campo aberto nas Torres de silêncio para ser consumidos por abutres. No passado algumas civilizações seria embalsamar seus mortos em processo de mumificação. Através de metodologias de pesquisa espirituais, examinamos o efeito de alguns dos principais tipos modernos de ritos funerários do ponto de vista de ajudar os nossos antepassados ​​em vida após a morte.
Um conceito popular é que depois da morte a alma vai para a luz ou tem seus entes queridos à espera do outro lado para recebê-los, etc No entanto, para compreender a verdadeira experiência de uma sutil do corpo que acaba de deixar o seu corpo bruto ( sthūladēha ) após a morte, nós recomendamos que você leia os seguintes três artigos antes de retomar a leitura deste. Para onde vamos depois da morte?
Depois de ler esses artigos, a pessoa terá uma compreensão de como antepassados ​​podem estar em um estado de angústia na vida após a morte e como eles podem ser ajudados. Outra crença popular é que os nossos antepassados ​​que passam estão em uma posição para ajudar-nos na Terra.
No entanto, isso está longe da verdade. A maioria dos nossos antepassados ​​falecidos estão desesperadamente precisando de ajudar a si mesmos. As únicas pessoas que podem fazer alguma coisa por eles são seus descendentes na Terra.
A única maneira de chamar a atenção de seus descendentes é a atormentá-los. Este assédio pode vir de várias formas, até que chega a um ponto em que o descendente é encurralado em fazer alguma prática espiritual que iria para aliviar o sofrimento dos antepassados. Para entender isso melhor, por favor leia-se:
Quais são os problemas ancestrais? Por que o meu falecido entes queridos e outros antepassados ​​quer me dar dor?
O método de eliminação dos mortos pode contribuir ou aliviar o sofrimento que o ancestral tem que passar no sutil-reino. Às vezes as pessoas pesar os prós e os contras das diferentes formas de ritos funerários com base em seu impacto sobre o meio ambiente. Esta é uma jarda vara de usar. No entanto, o maior dano é feito no ambiente espiritual quando um rito funeral espiritualmente prejudicial é realizada levando a uma maior dificuldade para o sutil do corpo do ancestral morto.
2. As circunstâncias do corpo físico após a morte
Quando uma pessoa morre apenas o corpo grosseiro é derramado, mas o corpo sutil consiste na mente, intelecto, ego, que contém todos os desejos e impressões continua a existir. A mente, intelecto e ego forma sutil a personalidade da pessoa. Esses traços de personalidade permanecem inalterados e morrer fisicamente não muda a pessoa de qualquer maneira.
Quando uma pessoa morre, ele não está familiarizado com todas as experiências da vida após a morte como um vai entender do artigo – A região da morte. Assim, ele se apega ao corpo que ele sabe eo mundo veio, mesmo que ele está morto. Este é agravada quando o corpo é mantida intacta, como acontece quando o corpo está embalsamado ou congelado por um funeral atrasada.
O corpo sutil associa-se com o seu corpo denso e, portanto, encontra-se que muito mais difícil de separar e prosseguir em sua jornada para a frente, porque não pode deixar o seu prévio ‘home’ – seu corpo grosseiro. Vibrações ao redor do cadáver, que atraem frequências negativas:
No momento da morte, gases excretores são expulsos do corpo morto. Estes gases excretores são gases físicas regulares expelidas pelo corpo, como putrefação gases, etc Uma vez que são gases que saem de um corpo em decomposição, suas frequências e vibrações são negativos na natureza e como resultado, os tama componente aumenta no ambiente circundante imediato.
Ghosts ( demônios, diabos, energias negativas, etc) são atraídos para essas frequências negativas e entrar no ambiente em torno do corpo morto.
A série de desenhos baseados em sutil conhecimento abaixo foram elaboradas por buscadores espirituais que têm um sexto sentido avançado que lhes permite “ver” o que acontece com o corpo sutil da pessoa morta, assim como o que acontece no ambiente invisível ao redor do corpo bruto da pessoa morta. Estado do corpo depois da morte
Ghosts atacar o corpo, ganhando o controle sobre as cinco energias vitais e energias sub-vitais, que estão em vias de ser lançado para o Universo a partir do corpo no momento da morte. Eles emitem energia negra na forma de fumo para o corpo, engolindo-a e a criação de um revestimento preto nele. Essa fumaça é invisível, mas pode ser percebido através de um sexto sentido (ESP) . Devido aos ataques dos fantasmas, há uma transmissão de frequências pretas no corpo e o corpo fica carregada com estes negros frequências.
Após o fantasma ganha o controle do corpo bruto e cinco energias vitais e energias sub-vitais, ele volta sua atenção para capturar o corpo sutil da pessoa morta. O corpo sutil de uma pessoa média é geralmente cheia de desejos mundanos e gira em torno do plano da Terra. Ele tem uma ligação subtil com o seu corpo bruto anterior, tanto na forma de ligação com ele e também através da energia vital o qual é libertado a partir do corpo para a atmosfera durante um período de alguns dias. Ghosts usar este link sutil para chegar ao corpo sutil. Ela começa a seduzir o corpo sutil, através da transmissão de espirais de energia negra para o corpo sutil. Assim, puxa o corpo sutil do antepassado falecido em seu campo de ataque.


Onde se Encontra o Espírito de Adolf Hitler?


Perguntei ao Chico sobre Hitler. Onde estaria o espírito de Hitler?

Chico então me contou uma história muito interessante. Segundo ele, imediatamente após a sua desencarnação, o espírito de Hitler recebeu das Altas Esferas uma sentença de ficar 1.000 anos terrestres em regime de solitária numa prisão espiritual situada no planeta Plutão.
  Chico explicou-me que esta providência foi necessária não somente pelo aspecto da pena que se lhe imputara aos erros clamorosos, mas também em função da Misericórdia Celeste em protegê-los da horda de milhões de almas vingativas que não o haviam perdoado os deslizes lamentáveis.
   Durante este período de 10 séculos em absoluta solidão, ele seria chamado a meditar mais profundamente sobre os enganos cometidos e então teria nova chance de recomeçar na estrada evolutiva.
   Quando o espírito de Gandhi desencarnou, e ascendeu aos Planos Mais Altos da Terra pela iluminação natural de sua bondade característica, ao saber do triste destino do algoz da humanidade na II Grande Guerra Mundial, solicitou uma audiência com Jesus Cristo, o Governador Espiritual da Terra, e pediu ao Cristo a possibilidade de guiar o espírito de Hitler para o Bem, o Amor e a Verdade.
   Sensibilizado pelo sacrifício de Gandhi, Nosso Senhor autorizou-o na difícil tarefa e desde então temos Gandhi como dos poucos que se aproximam do espírito de Hitler com compaixão e amor…
  Impressionado perguntei ao Chico:
– Então Chico, o Planeta Plutão é um planeta penitenciária ?
 E ele me respondeu:
– É sim, Geraldinho.
  Em nosso Sistema Solar, temos penitenciárias espirituais em Plutão, em Mercúrio e na nossa Lua terrena. Eu soube, por exemplo, que o espírito de Lampião está preso na Lua.
   É por isso que alguns astronautas que lá pisaram, sentindo talvez um frio na alma, voltaram à Terra meio desorientados e tristes.
Soube de um até que se tornou religioso depois de estar por lá!
Como vemos o nosso Chico era capaz de desvendar muitos mistérios em torno da organização da vida mais além!
E com que simplicidade e naturalidade ele nos falava dessas coisas.”
FONTE: Texto  é da autoria de Geraldo Lemos Neto baseado em suas conversas com Chico Xavier



PORQUE ANDRÉ LUIZ FICOU OITO ANOS NO UMBRAL?


Em Nosso Lar é narrada a passagem de André Luiz pelo umbral. Ele ficou oito anos no umbral e foi chamado, por outros espíritos, de suicida.
Depreende-se do livro que ele era considerado suicida inconsciente, pois, mesmo sem o propósito de tirar a própria vida, teve a vida encurtada pela falta de cuidado com a saúde. O livro deixa perceber que ele era dado aos prazeres.
A partir disso, alguns acham que ele bebia muito, ou que fumava e bebia, ou que bebia e comia muito, ou que, além dessas coisas, era chegado ao meretrício. Talvez de tudo um pouco, pois tudo isso era plenamente aceitável para os padrões sociais da época.
Seja como for, ao longo da série é possível perceber que André Luiz era mais do que um simples homem do seu tempo, e se não demonstrou isso quando encarnado, sua vida deve ter sido frustrante.
Fica claro, pra mim, que André Luiz ficou oito anos no umbral principalmente pelo vazio em que transformou a sua passagem pela matéria, desperdiçando as oportunidades recebidas. Nascido num lar de classe média, tendo recebido boa educação e bons estudos, fez da sua vida uma vidinha comum, sem emoções ou sobressaltos, sem nada de realmente construtivo e útil.
A julgar pela sua inteligência e boa vontade demonstrados nas suas narrações, teria muito o que oferecer aos que conviveram com ele.
É isso o que a maioria de nós faz. Quase todos recebemos boas oportunidades. Mesmo as dificuldades enfrentadas são às vezes grandes vantagens, por nos proporcionar ver as coisas por ângulos diferentes, por forjar o nosso caráter e por nos proteger de facilidades que nos enfraqueceriam o aspecto moral.
E o que fazemos das oportunidades recebidas? O que oferecemos de nós mesmos aos outros? Mal cuidamos da família, às vezes nem da família, ou nem de nós mesmos… E temos as velhas desculpas da incompreensão, ou da pobreza, ou da falta de apoio, ou da falta de condições ideais.
Não é pra isso que reencarnamos. Não é pra nos arrastarmos cheios de queixumes e revoltas que recebemos a dádiva preciosa da reencarnação. Não é pra passar contando os dias para que o domingo chegue pra desmaiar em frente à televisão que nós ganhamos a oportunidade de um novo corpo físico.
Temos muito o que fazer, temos muito a oferecer, a contribuir, a dar de nós mesmos. E a aprender, e a ensinar, e a amar e perdoar. E compreender, e crescer e ajudar a crescer. É possível. Tudo isso é possível. E não é tão difícil quanto possa parecer a quem nunca tentou. Nascemos bebês, moles e frágeis, e um dia temos que tentar nos equilibrar sobre as pernas, e dar um passinho à frente do outro. É um grande desafio, que nós só conseguimos porque tentamos.
Não sei o que André Luiz fez ou deixou de fazer com o seu corpo. Eu acho, particularmente, que devemos ter o máximo cuidado com o corpo, que é o nosso veículo de manifestação na matéria. Mas tenho certeza de que se ele tivesse tido uma vida mais plena e construtiva e útil, sua passagem pelo umbral teria sido bem mais curta.



O Desligamento dos Laços que Unem o Espírito ao Corpo é Rápido?
Os laços que unem o espírito ao corpo se desfazem lentamente. De uma forma geral todos sentem essa transição que se converte num período de perturbações variando de acordo com o estágio evolutivo de cada um. Para alguns se apresenta como um bálsamo de libertação, enquanto que para outros são momentos de terríveis convulsões. O desligamento só ocorre quando o laço fluídico se rompe definitivamente.
Diante da Nova Revelação apresentada pela doutrina dos espíritos e levando-se em consideração a perturbação que envolve o período de transição, questionou-se: cremando o corpo como fica a situação do espírito? Consultado, o mundo espiritual assim se expressou: “É um processo legítimo. Como espírito e corpo físico estiveram ligados muito tempo, permanecem elos de sensibilidade que precisam ser respeitados”.
Essas palavras revelam que embora o corpo morto não transmita nenhuma sensação física ao espírito, porém, a impressão do acontecido é percebida por este, havendo possibilidades de surgir traumas psíquicos. Recomenda-se aos adeptos da doutrina espírita que desejam optar pelo processo crematório prolongar a operação por um prazo de 72 horas após o desenlace.
Embora a Inumação continue sendo o processo mais utilizado, a milenar cremação, por muito tempo esquecida, voltou a ser praticada nos tempos modernos. Este procedimento vem se difundindo amplamente até em função da falta de espaço nas grandes cidades. Com o crescimento da população as áreas que outrora seriam destinadas a cemitérios tornaram escassas.



Microcefalia e o Espiritismo

Tomamos conhecimento do caso de um bebê com microcefalia, ou seja, cabeça muito pequena, que também era epilético e que usava sonda nasogástrica por que aos quatro meses, ainda não aprendera a sugar.
“Entretanto, a despeito de todas essas dificuldades, quando se olhava para o bebê, uma coisa chamava a atenção. O olhar!
Olhos lindos, cheios de vida, ainda não comprometidos em sua expressão, demonstrando total lucidez no olhar, apesar da microcefalia e da epilepsia. Os cílios eram magníficos, enormes, sobressaindo, mais altos do que as sobrancelhas!
Doía. Doía muito saber que ali as chances de sobrevivência eram poucas e de recuperação mais difícil ainda.”
Este é apenas um exemplo, entre centenas de malformações fetais onde predomina a microcefalia e que desperta em todos nós preocupações profundas e interrogações inquietantes.
Por quê? Foi escolha do espírito? Imposição divina? Necessidade? Justiça da reencarnação? O que o espírito fez para reencarnar com microcefalia? O Espiritismo explica?
 O que a Doutrina nos ensina e de forma categórica, é que nós somos responsáveis por nós mesmos. Sempre! Os erros que cometemos ficam gravados em nós, e quando nós reencarnamos, aqui chegamos com um corpo imperfeito, como consequência dos erros que estão em nós.
 Nas questões 132 e 133 de O Livro dos Espíritos, os espíritos superiores, respondendo a Kardec, ensinam que a encarnação nos é oferecida com a finalidade de alcançarmos a perfeição e que as aflições da vida, são muitas vezes, consequência da imperfeição do espírito. Menos imperfeições, menos tormentos.
Na questão 258, comentam que é o próprio espírito que escolhe o gênero de provas por que há de passar e nisso consiste seu livre-arbítrio e na questão 264 eles dizem que o espírito escolhe, de acordo com a natureza de suas faltas, as que o levem à expiação destas e a progredir mais rapidamente.
Não podemos esquecer que nós não reencarnamos em determinado meio por acaso. Há uma razão para um espírito nascer em determinada família. É provável que os pais estejam envolvidos num mesmo passado de erros. E inúmeras vezes a doença é a oportunidade de reajuste, despertando o amor, o trabalho, a humildade, caridade e a abnegação de toda uma família.
Um surto que acomete muitas pessoas pode ter relação com uma grande quantidade de espíritos, cujo tempo para a necessária e indispensável progressão moral está terminando em face do momento de transformação da Terra em um Mundo de Regeneração.
Pode acontecer também de serem as chamadas provações coletivas, que acontecem aos espíritos que necessitam de provas ou expiações parecidas e que são atraídos a lugares ou situações, onde graves desequilíbrios destes espíritos são tratados de forma coletiva.
Para os espíritos que nascem com microcefalia, em princípio é uma grande oportunidade de reajuste de dividas passadas, mesmo que seja por breves instantes, tanto para eles como para os familiares. Assim, os débitos de vidas anteriores que tal espírito contraiu, pode ser resgatado ou minimizado com sua decisão de encarnar com a microcefalia. É como um processo de cura para as necessidades espirituais desses espíritos.
Também acontece de espíritos detentores de grandes valores morais, escolherem reencarnar em um corpo débil para aprendizado dos pais. Também pode ocorrer que pais abnegados tenham escolhido receber espíritos em situação de resgate expiatório, e desta forma aceitam o sofrimento do filho, com devotamento exemplar.
Pode ser resgate de dividas dos pais com os filhos de outras vidas e pode ser a necessidade do espírito de nascer desta forma e os pais os acolherem para ajudá-los, sem que os pais tenham cometido erros com eles no passado.
É bem possível que existam outras razões para bebês nascerem com microcefalia, contudo, mais, muito mais importante, é descobrir as melhores formas de conviver, cuidar e ajudar cada um deles e seus familiares.
 Eu sei que algumas pessoas não aceitam muito bem a ideia de uma criança pagar por erros de que não tem conhecimento. Contudo, não temos o objetivo de acusar ninguém de nada, mas também não podemos esquecer que o espírito que anima aquela criança, é um espírito tão ou até mais velho e endividado do que nós.
Que as mães não cometam jamais o crime de abortar esses bebês. Porque se houver um caso de microcefalia na família, com certeza é necessário e importante para a família e para o bebê. E seja por qual razão for, mesmo que não saibamos a razão, podemos afirmar que é a Justiça Divina atuando, mesmo que não compreendamos.
Que todos os familiares dos bebês com microcefalia, entendam e agradeçam a Deus pela oportunidade de receber estes espíritos e entendam e aceitem que eles vão precisar de todo o amor, generosidade, compaixão, dedicação e carinho, para a necessária e indispensável cura dos seus espíritos, através desta oportunidade.
É o momento de perguntar a nós mesmos: O que Deus gostaria que fizéssemos para minorar esse sofrimento? O que podemos fazer para balsamizar a dor desses irmãozinhos e dos seus familiares?


3 comentários:

  1. Muito bom o blog. Deus o abençoe sempre. muito grata

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  2. Muito bom o blog. Deus o abençoe sempre. muito grata

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